quarta-feira, 20 de junho de 2007

Alguns Chamam-me de poeta




Alguns chamam-me de poeta
Mas poeta, não sou, nem escritor
Apenas pego no papel, e na caneta
Escrevendo para ti meu amor

Papel em branco, junto letras
Formando um pequeno texto
Que não passam de mentiras
Isto é apenas um pretexto

Para Te chamar a atenção
No meio destas estrelas
A ti minha inspiração

Que não passam de falas
A outros chamou atenção
Quero que sejam desejadas

Imagino


Imagino um mundo melhor
Onde a vida possa se ser vivida
Onde exista apenas um ser o amor
Eu sonho que ainda viva essa vida

Onde não se ponham rótulos
Onde todos sejam aceites como são
Onde haja espaço para haver amigos
Não como este onde existe solidão

Mas o que ainda me deixa contente
É saber que não sou o único a pensar assim
Espero que a criança, de hoje se torne ciente

E deixe este sonho voar, e para nunca ter um fim
Agora chamam-me um eterno sonhador
Pois imagino um mundo melhor

terça-feira, 19 de junho de 2007

Beleza rara


Beleza rara que aos meus olhos encanta,
E o meu coração chora
Por pensar que pode nunca mais te verá
Desejando ser, o que nunca foi
Um simples seguidor dos meus olhos...
Que os meus olhos me guiem onde o meu coração teme ir
Faça descobrir esses novos mundos,
Que outros ousaram ir,
Descobridor quero ser, pelos mares do teu coração
Ventos e tempestades irei ultrapassar para no centro ficar
Jamais serei esquecido, e eternamente serei chamado por conquistador
Quando apenas quis conquistar a tua atenção
Depois de ver teu coração, percebi a essência da vida...
E que muitos nunca chegam a vê-la...
Pois perdem-se nos mares da vista, e tempestades semeiam
Por um amor que dizem ter, mas que não sentem...
Amor não sinto por ti, apenas uma adoração
Que vai crescendo ao longo dos dias...
Por ti a quem chamei de beleza rara!

domingo, 17 de junho de 2007

Prazer


Eis o centro do corpo

O nosso centro

Onde os dedos escorregam devagar

E logo tornam onde nesse

Centro

Os dedos esfregam - correm

E voltam sem cessar


E então são os meus

Já os teus dedos


E são meus dedos

Já a tua boca


Que vai sorvendo os lábios

Dessa boca

Que manipulo - conduzo

Pensando em tua boca


Ardência funda

Planta em movimento

Que trepa e fende fundidas

Já no tempo

Calando o grito nos pulmões da tarde


E todo o corpo

É esse movimento

Que trepa e fende fundidas

Já no tempo

Calando o grito nos pulmões da tarde


E todo o corpo

É esse movimento

Em torno Em volta

No centro desses lábios


Que a febre toma

Engrossa

E vai cedendo a pouco e pouco

Nos dedos e na palma

O horizonte que se perde de vista...



Deambulando pelas ruas desertas, e também eu sou uma rua deserta…

Tentando alcançar o infinito, o infinito que não se quer deixar alcançar…


O horizonte que se perde de vista…


Sentir que se pode ter tudo,

Dentro do tudo que se pode ter…

Sentir que se pode ser tudo…


O horizonte que se perde de vista…


Ser um dia,

Ser o herói desse dia,

Este dia,

Popular…


O horizonte que se perde de vista…


Deambulando pelas ruas desertas, e também eu sou uma rua deserta…

Falta-me algo…


O horizonte que se perde de vista…


O mundo a acabar,

O corpo a gastar…

E eu aqui: deserto.


Tenho sede…


Do amor que não tenho,

Tenho sede…


Tenho sede…

A vida está gasta…

Dobro o Papel.

Apago a noite!

Tenho sede…


O horizonte que se perde de vista…



Autores: Ex-Ricardo e Bruno

sábado, 16 de junho de 2007

Gritar bem alto...


Apetece-me gritar ao mundo

Que rotulou por ter tal doença,

Que nem esperou por um segundo

Para gritar bem alto a sentença


Mas eu sou menos que os outros?

Não sei, bem lá no fundo...

Sei que não sou em todos os sentidos

Mas não me tratem como moribundo


Todos falam cheios de moral,

Como se tivessem tal ingrediente

Para falar, como se fosse única verdade

Desta sociedade, onde tudo é abismal


O meu único desejo era não ter esta vida

Assim se calhar não viveria tal crueldade

Mas Deus quis que tivesse sida...

Para viver neste manto de saudade

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Mãos dadas


-Tuas mãos são deleite de poesias,

Fortes como rochas, como pedras,

Doces, suaves, quando me acaricias.

Belas são tuas mãos negras!



-Tuas mãos são como pétalas de rosas

Com elas toda a tristeza me arrancas.

São ternas, são vaporosas,

Lindas, perfeitas e tão brancas.


De mãos dadas vencemos

O preconceito imundo.

Com nossos versos crescemos

E de mãos dadas mudamos o Mundo.

Mundo este que está feito
Para não ser mudado
Pois quem nasceu branco é perfeito
E o negro é o pobre coitado

Que nas mãos de Deus é iluminado
Mas nas mãos dos homens
É o ser mais crucificado
O branco apenas dá ordens

Marther Lurther King dizia
Eu tenho um sonho,
Só espero por esse dia...


Dueto com Vera Silva

Não vou à rua

Não vou à rua porque tenho medo,
e talvez até vergonha
de tentar fugir ao tempo.
Tenho medo de encontrar
alguém que me poça encarar,
tenho vergonha de olhar
a pessoa que irei amar.
Não consigo sair,
é mais forte do que eu.
E quando sai-o, por obrigação,
olho sempre para o chão,
pois assim não vejo,
no rosto, a expressão.
É verdade,
já tentei pôr termo à vida,
só para ver se não sofria.
Mas já vi que não vale de nada...
Portanto,
só me resta uma coisa:
viver de cabeça erguida,
e não ter vergonha de assumir
que sou homossexual.
E se me questionarem,
eu digo:"qual é o mal?"
Não incomodo ninguém...!
Apenas vivo a minha vida,
Por que se incomandam comigo,
Tonando a minha vida num inferno,
Será que algum dia vai mudar?
Será que algum dia não serei olhado de lado?
Espero por esse dia, será um sonho tornado real!
Mas enquanto não acontece, terei de aguentar com esses olhares...
Que me matam, só com olhar, que sociedade que ousa dizer ser liberal...