Sábado, 27 de Junho de 2009
Pequeno pedaço de ti...

Atravessei um continente, um oceano… Onde cheguei tudo parecia mágico. Onde havia felicidade em cada esquina, onde o ar tornava-se numa lufada de amor. Quando retornei ao ponto de partida, só vi tristeza, ódio, pessoas revoltadas que não valorizavam as pequenas coisas da vida. Não valorizavam a bela terra que tinham. Achavam tudo o que havia no estrangeiro melhor, resumindo nada prestava. Estranhei este sentimento, de pessoas. Começava habituar a este distanciamento, esta frieza, crueldade destas pessoas. Andava a vaguear deambulando sem sentido ou destino. Ia onde os meus pés me levassem. Num ápice de um segundo, reparei numa mulher estava cruzando a multidão, até bati sem querer numa pessoa, de tão distraído que estava. Olhar dela, cativou-me logo, como sorria, como olhava. Um olhar sedutor e terno cheio de carinho para dar, por detrás de uma infelicidade de um momento, uma lágrima escorria pelo olho. Mas mesmo assim dava para ver como era bela. Fiz a mesma rotina vários dias, só para poder a ver, só para poder sentir um pouco mais feliz, sentir o perfume dela fazia-me sonhar acordado. Acabei por entrar na vida dela, dias mais tarde, a minha persistência versus resistência acabou por dar certo. A partir desse momento, vi que algo dentro de mim mudava não sabia explicar apenas sentia, não havia palavras. Apenas sentimento. Tornamos-nos inseparáveis, criamos laços fortes de amizade, cumplicidade trocamos apenas com olhares. As palavras eram desnecessárias, pois o silêncio preenchia todo.
Uns anos mais tarde voltei atravessar o oceano, o continente, foi necessário para descobrir algo que já sabia a muito tempo mas não tinha coragem de dizer a frente do espelho. Tinha-me apaixonado por essa bela mulher, por uma mulher indescritível, inesquecível, inigualável que alguma vez existiu ou existirá!
Comprei o primeiro bilhete de volta, para me entregar por completo a ela. Silenciar o silêncio dizendo as palavras que jamais ousei dizer algum dia. Retornei ao mesmo lugar onde a conheci, onde os meu coração bateu pela primeira vez. Mas para meu espanto e desilusão, não estava lá. Procurei por todo o lado, que poderia imaginar mas não a encontrei em algum lado. Espero um dia voltar a vê-la. Para o sol brilhar mais uma vez. Para desaparecer a tempestade que está minha volta. Quanto mais longe, mais distante estou mais perto me sinto dela, numa encruzilhada de sentimentos estou. Num abismo de torturas me encontro não sei sair dele. No dia de hoje faço uma última tentativa, regresso ao jardim onde te vi e me apaixonei por ti sem querer, sem pedir licença, nem autorização se instalou no meu coração. Sento-me no mesmo banco onde estavas, recomeço a recordar cada segundo, como se fosse agora. Estava um calor abrasador, corria apenas uma leve brisa o suficiente para levantar o teu cabelo, esvoaçando com o vento. A primeira vista era uma pessoa vulgar. Mas reparei como olhas ternamente para as crianças, estampavas um sorriso tridente. Não deixavas ninguém indiferente a tua passagem. O jardim era rodeado de árvores e rosas. A tua pele branca com o calor e naquele jardim parecias um autêntico anjo descido do céu. De tão pura e angelical que transmitias no teu olhar. Deixei lá este texto no banco de jardim. Quem sabe senão encontravas lá este pedido para nos reencontrarmos-nos outra vez, pelo menos só mais uma vez. De seguida fui a praia. Aquele que só tu sabias, por ser tão escondida, chamavas o teu recanto de sonhos que só tu sabias e um dia mostraste-me a mim e mais alguém o tinhas mostrado. Ficava por entre um vale, que jamais ousavam passar por ser tão denso e tão escuro, parecia daqueles que em pequenos nos contam para nos assustarem. Mas recompensava, uma água tão cristalina, reflectia a nossa imagem parecia um autêntico
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Às vezes...

Às vezes deparo-me a olhar para o horizonte sem nada ver, sem ter nada para sentir...Apenas olho e vejo o reflexo de mim espelhado para um horizonte cheio de nadas, cheio de tudos. Querendo saber as respostas mas ficando com mais dúvidas... Depois adormeço acordado com esse olhar na minha mente, que permanente ficou num ar. Algo para pensar, mas não quero pensar apenas quero viver, sem ter que ter de pensar apenas agindo. Sendo louco por vezes, inconsciente, sou levado por uma emoção de um momento, por um capricho que noutra altura diria que não pela razão. Agora ajo com coração, deixo que me leve, por esse caminho que às vezes não é o mais correcto.
Silencio-me no nada, respiro as palavras para as poder escrever … Espero pelo momento certo, e redijo numa folha de papel. Levo ao mar, pego numa garrafa e ponho lá um pedaço de mim ponho uma rolha e deixo que o mar a leve. Ao princípio começou por ser um desabafo, duma escrita, que havia sido abafada dentro de mim. Agora é uma rotina periódica, ponho as mágoas numa folha de papel, esperando que sobre ondas do mar me traga a felicidade. Quando alguém me ler perceberá porque às vezes me sinto só, mesmo estando rodeado de mil pessoas. Sinto-me num vazio enorme, quando tenho a volta toda a felicidade que toda a gente deseja ter. Por isso ás vezes mais vale não escrever, mais vale, por na garrafa o silencio do nosso coração para alguém poder nos compreender melhor, em vez de um punhado de palavras preenchidas a dedo, para parecer que o vazio foi preenchido.
Às vezes…
Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Ingénuo sou?

Chamaste-me louco por dizer que gosto de ti
Louco sou e serei por dizer a verdade?
Então serei a pessoa mais louca a face da terra
Pois nada é relevante sem a tua presença...
Sem o teu sorriso, a tua ternura que me conquista
A cada segundo, ficando eu rendido a ti...
Precisando de ti para viver, para minha vida ter valor
Será que descobri o amor? Isto que tantos apregoam de amor?
Ingénuo sou, pois nunca me apresentaram...
Esse ser a quem dão o nome de amor...
Mas se for, porque ele está sempre no meio de nós...
Fazendo chorar constantemente em vez de me trazer alegria?
Então prefiro não amar e ser feliz ao teu lado!
Prefiro viver esta vida sem temer algo entre nós...
Que faça com que um dia, te leve e me deixe só...
Apenas te quero junto a mim...
Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Consciência
Um dia, uma menina muito bonita chegou ao pé de mim e disse-me que eu poderia conquistar tudo o que quisesse se fosse rico e poderoso, menos o amor da minha amada, e que aí, teria de optar ou pela riqueza e poder ou pelo amor. Fazendo-me ver, assim, as consequências das duas opções. Se optasse ser rico e poderoso, seria infeliz, egoísta, mesquinho e orgulhoso. Criaria muitos inimigos, não teria qualquer amigo nem o amor da minha amada. Quanto mais poder e riqueza eu tivesse, mais solitário seria. Nunca iria conseguir comprar o amor e a amizade das pessoas, que continuamente iriam-se afastar de mim. Mas, se optasse pelo amor seria feliz e teria o amor e a amizade de todos. Poderia não ter poder suficiente nem ser rico, mas se lutasse pelos meus objectivos, veria que independentemente da riqueza e do poder, teria tudo o que desejava. Porque o poder e a riqueza só nos faz sofrer, torna-nos em seres solitários. Então percebi que a menina mostrou-me o que de mais valioso havia na terra... o amor. Por isso lutei pelo amor da minha amada, e pela felicidade das pessoas que mais amo. Posso não estar em todo o lado, mas os meus amigos sabem que lá estarei, quando precisarem. Admito mesmo assim, que tenho erros e defeitos. Mas essa menina mostrou que ninguém é perfeito. Louco é aquele que julga sê-lo. Essa menina é a nossa consciência, e diz-nos tudo o que devemos e não devemos fazer. Infelizmente nem sempre a queremos ouvir, por vezes a verdade doí muito, e faz-nos sofrer. Sei que estou mais maduro, pensando de maneira diferente, e antes de fazer as coisas. A menina ajudou-me a erguer a cabeça nos momentos mais infelizes e agora sou feliz porque aceitei a sua verdade. Sim doeu, mas ultrapassei essa dor vendo o o quanto ela é importante para mim. E Como faz parte da minha vida!
Domingo, 6 de Julho de 2008
Televisão...

Ligo a televisão e a primeira coisa que vejo, é a morte de uma criança numa barragem. A notícia a seguir é sobre outra morte de um pai e um filho. Só existem notícias más para dar? Só o terror é que faz audiências? Se sim, como está o caso Casa Pia? Há tanto tempo que não oiço falar sobre ele. Alguém foi condenado? Não sei, já não deve ser suficientemente interessante para dar audiências, o caso Apito Dourado vai no mesmo sentido o esquecimento. Mas temos mais casos, como por exemplo o caso Maddie, antes era largos minutos de tempo do noticiário, agora nem um minuto. Mas poderemos ir ainda mais longe, falar sobre o que realmente as pessoas preocupam-se no seu dia-a-dia... Os problemas sobre os deficientes, isso não é importante chamarem atenção? É a sociedade onde vivemos, onde o sensacionalismo, supera tudo... Onde os canais de televisões, fazem de tudo para ganhar a guerra das audiências!
Mas esquecem-se que do outro lado do ecrã, está uma pessoa, que quer informações realmente importantes para a sua vida... Quer programas lúdicos, para poderem progredir como ser humanos, não querem mais vasculhar e invadir o máximo da privacidade das pessoas que se intitulam como famosos... Os não famosos são tão ou mais importantes que os famosos pois são o povo, são aqueles que fazem progredir ou não o país, por isso não se esquecessem daqueles que fazem vocês terem audiências....
Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
História de uma vida...

Vou vos contar a minha história, até aqui nada de especial. Pois a imensas histórias de rapazes mas vou contar a história de como a nossa infância e a nossa adolescência pode influenciar e muito a nossa vida.
Numa bela manhã de verão, de Agosto nasceu, um bebé lindo, de olhos azuis uma criança adorável e muito sociável. Até aos três anos de idade, teve uma vida completamente normal mas a partir dos três anos, começou a sua tormenta. A sua mãe tinha sido internada por depressão. Logo aí foi privado do amor dela. Ela tinha sido internada por causa do seu pai. Pois tratava-a mal, não respeitando como mulher nem como esposa. Teve lá dois anos, foram passados com dificuldade e com muita dose emocional. Voltou para casa e parecia que tudo corria bem. Aos dez anos descobriu que o seu irmão tinha uma doença incurável. Era epiléptico, era o primeiro acordar a assistir as suas crises. A partir daí começou a ter traumas, a sonhar com o seu irmão e a lembrar-se dos seus ataques.
- Tens de ser forte, não podes chorar. Pois a tua família precisa de ti. – dizia o seu pai.
- Como posso ser forte? Se só consigo ver sofrimento e dor a minha volta. - dizia ele.
- A vida é assim, tens de ser forte pois a vida não é fácil. Só se sobrevive quem é forte, e não os fracos. Por isso não temas nada. – seu pai respondendo a ele.
- Então prefiro matar-me a viver com esta dor, não aguento esta dor que me rasga o coração. Que divide em duas partes, que chora no silêncio da noite. Desculpe se não sou forte, mas não consigo ver o sol pois só vejo nuvens cinzentas a minha volta. – respondendo seu ao pai.
- Não fiques assim pois, vais ver que isto vai melhorar.
Melhorar dizia o seu pai, só se tornou cada vez pior. Então seu pai começou a beber, pois tinha sido despedido. Não havia dinheiro para comprar comida. Mas tinha de haver dinheiro para ele beber. Quando chegava a casa batia na sua mãe, ouvia os gritos abafados da sua mãe. Pensavam que estava a dormir, mas estava bem acordado ouvindo por detrás da porta. Até que um dia se fartou e resolveu intervir.
- Pai… chega não vai mais tocar na mãe outra vez! - dizia ele.
- Que queres tu rapazinho, vais mas é dormir que já são horas! – o seu pai dizendo com cara de furioso.
- Não me vou deitar, enquanto continuar a bater na minha mãe! - dizia ele tentando mostrar uma cara de mau.
- Sai, já da frente senão levas! – o seu pai cada vez mais furioso.
Não se mexeu do mesmo lugar, levou um soco. Esse soco nunca mais esqueceu-se, doía-lhe imenso mas para tentar ser forte. Não saiu nem um grito de dor, e muito menos uma lágrima. O seu pai arrependido veio logo lhe pedir desculpa. Ao que respondeu meteu-lhe nojo, nunca mais o quero ver. E na manhã seguinte fugiu de casa para nunca mais voltar para lá.
Ia começar uma nova etapa da sua vida. Mais dura do que podia imaginar, mas muito enriquecedora. Nos primeiros tempos dormia na rua, onde via prostitutas, chulos, vi senhores ministros na rua a procura de jovens para saciar, as suas fantasias sexuais. Onde tudo era permitido, como se fosse outra realidade outro mundo. A noite toda a gente é uma pessoa nova, parece que renasce. Foi começando aperceber-se, que a vida cor-de-rosa que idealizava, não passava mesmo disso de um sonho, de algo que não existia na vida real, no mundo. Até conseguir arranjar um emprego, dormia num banco de jardim. Não dormia, pois surgiam os pesadelos do seu pai a vir em direcção a si tentando lhe bater, ou as caras de pessoas famosas que passeavam a seu belo prazer a procura de uma aventura com o primeiro rapaz que aparecesse. Andava desesperado, até encontrar emprego numa tasca. Onde trabalhava desde as 8 da manhã até a 0:00. Servia as mesas, limpava o chão resumindo fazia de tudo o que o seu patrão dizia para ele fazer.
- Puto despacha-te, tens mãos de galinha! Continuas assim e vais para a rua, a tua mãe devia ser uma prostituta, pois nem sabes fazer nada de jeito. Nem sequer sabes falar. – dizia o seu patrão resmungando por tudo e por nada.
- Veja lá o que diz da minha mãe, seu gordo fedorento… a minha mãe tem mais honra que muitas mulheres ai do jet 7. – dizia transtornado e a querer esfolar ele.
- O que disseste meia-leca?- dizia ele ainda mais furioso.
- Nada, nada. – fingindo que nem sequer tinha falado.
- Acho bem, agora despacha-te que temos clientes a espera e eles nunca podem esperar… OUVISTE! – gritava ele como se o mundo fosse acabar naquele momento.
Dava duas refeições por dia, e já tinha sorte. Sorte porque antes nada comia, mas o que comia não ia para além dos restos que davam a si e ao cão que tinha.
Até que um dia disse basta, basta desta vida de merda. Não passava de um farrapo nas mãos dele. E num dia a noite quando toda a gente estava a dormir, abriu devagar a porta e foi andando de pé ante pé até a porta rua. Quando chegou a rua suspirou de alívio, pois ia voltar a ver as caras conhecidas, que tantas vezes tinha visto a uns anos atrás. A única diferença era que estavam mais velhos. Mas já não tinha medo, da noite, nem pesadelos agora conseguia os controlar. A noite para si, já nada trazia de novo. Até que um dia… noite se fez dia, sem saber a sua vida ia mudar completamente. Encontrou uma pessoa que lhe estendeu a mão, lhe salvou da perdição. Quem mais poderia ser se não um padre.
- Vem comigo filho, eu prometo-te ajudar! – com ar de bondade, que nunca tinha visto antes.
- Como poderei saber que diz a verdade? – desconfiado mesmo olhando nos olhos do padre o mais sincero possível.
- Achas que minto? Se achas que sim, continua ai, se não vem comigo. – sério mas com ar de confiança e segurança de alguém que já sabe qual vai ser a resposta.
Hesitando lá foi andando devagar ao encontro do padre.
Começou a ir outra vez as aulas, a voltar a ter uma vida normal. Com o passar do tempo as dificuldades que ele tinha na escola, foram passando e começou a tornar-se num excelente aluno. Começou a tratar o padre por pai, nem sequer já se lembrava da sua família. Aos 18 anos decidiu ir para padre, pois sempre quis ser como o seu “pai”.
- Sabes o que essa decisão, pode ter na tua vida?
- Sim, sei e mesmo sim quero continuar. Pois quando o encontrei, não tinha coração mas sim uma pedra. Só tinha ódio e só sabia as palavras tristeza, insegurança, e não tinha auto-estima nenhuma. Aprendi consigo o amor, a felicidade, o que é o significado de um lar. E por isso decide espalhar por esse mundo, o significado do amor. Quero ser como tu, meu pai.
- Se é isso mesmo que queres, segue em frente tens o meu apoio. Mas haverá obstáculos que vais ter ao longo da vida. Vais ter de ultrapassar e ai saberás, se a tua vocação foi ou não para ser padre.
- Obrigado, meu pai. Nunca vou o desiludir, pois gosto imenso de si.
Começou a sua longa viagem para ser padre.
Uns dias mais tarde, cruzou-se com o meu irmão. Mas não sabia se devia ou não ir ao encontro dele. Decido-se finalmente em ir ao encontro dele.
- Olá, tudo bem João? – diz ele tentando mostrar uma calma por fora mas por dentro tremia todo.
- Como sabes o meu nome? – disse ele surpreso.
- Sou eu o Carlos, o teu irmão já não te lembras de mim? - diz como se uma espada tivesse entrado e divido o meu coração em duas partes.
- Estás tão diferente, já nem te reconhecia. Já estás um homem, que é feito de ti? O que te aconteceu? - disse ele com a maior felicidade do mundo.
Então começou a relatar tudo o que tinha acontecido, desde então até ao momento. Desde dormir na rua, a ter trabalhar na tasca e finalmente o encontro com o padre e a sua salvação.
- Então como estão as coisas lá em casa? – disse para parecer bem, mas intimamente não querendo saber a resposta.
- A mãe está bem, desde que tu saíste o pai nunca mais bateu a mãe. Andou numa clínica de recuperação para alcoólicos, ainda se fui abaixo duas vezes. Mas agora parece que consegui e já não bebe álcool há mais de um ano. Ele está muito arrependido do que te fez, eles os dois sentem muito a tua falta. Mas o pior de tudo ainda não te contei.
- O que foi?
- O pai está a beira da morte, e agora só chama por ti. Diz que é o seu último desejo na vida. Quer saber se tu o perdoas.
- Não o quero ver, apesar de já não sentir ódio por ele. Mas ainda sinto muita mágoa e não sei como reagiria se o vive a minha frente. Não o perdoei e acho que nunca o vou perdoar.
- Compreendo e respeito-te, a decisão é tua. Pois sei o que sentes e nunca te vou recriminar pelo que fizeres. Mas acho que pelo menos devias ir ver o pai.
Não respondeu em vez disso calou-se, fez-se silêncio, a seguir despediu-se dele. Entretanto foi para a paróquia, ter com o padre, e sem saber o que pensar ou fazer. Tudo o mal que lhe aconteceu deveu-se ao seu pai, e mesmo assim com o padre descobriu que devemos espalhar o amor e perdoar. Estava num dilema, que não sabia para onde iria pender a sua decisão.
Então quando chegou a paróquia decidiu ir falar com o padre, pois ele iria-lhe ajudar a tomar uma decisão.
- “Pai”, encontrei-me com o meu irmão de sangue a pouco. E ele disse que o meu pai de sangue estava a morrer, e que ele desejava ver-me antes de morrer, para saber se o perdoava. Mas não sei se o quero ver, não sei como iria reagir e muito menos se conseguiria ou conseguirei o perdoar.
- Filho, tens de ver que nada é fácil. Mas de certeza que ele gosta de ti, e aquilo que ele te fez foi um acto irreflectido. Não te vou dizer, que o perdoes pois sei o que sentes neste momento. Segue o teu coração decidir o que fazer. Pois nada do que dizer, ou alguém te dizer poderá mudar a tua opnião. Por isso não decidas já, pensa no assunto e depois decide.
Seguiu o conselho do padre, e reflectiu muito sobre o assunto. Decidiu ir visitar o seu pai de sangue, e ver o que ele tinha para lhe dizer. Mas pensando sempre que não o iria perdoar, disse-se o que tivesse para dizer a ele.
Cada passo que dava em direcção a sua antiga casa, parecia como se tempo voltasse atrás. O ódio, a revolta, o nojo. Não conseguiu controlar seus sentimentos, e mesmo assim uma voz dentro de si dizia para continuar. Como se a voz do padre, tivesse na sua cabeça e a dizer controla-te pois Deus faz tudo por uma razão e agora vais saber o porquê de teres encontrado com o teu irmão.
Chegou a porta, tocou a campainha. Parecia que nada tinha mudado. Tudo no mesmo lugar, nas mesmas posições. Apareceu a porta sua mãe.
- Olá, sou eu mãe. Vim ver o pai! – disse ele com uma frieza na voz que nem sequer reconhecia, a si próprio.
- Filho, Carlos???!!! – disse como uma voz misto de espanto, e com enorme emoção.
- Sim, sou eu! Posso ver o pai? O João, disse que ele estava mal.
- É verdade, ele só tem perguntado por ti, mas entra por favor, não fiquemos aqui no hall de entrada.
Então subiu as escadas, e foi em direcção ao quarto dos seus pais. Parecia que o peso do seu corpo tinha aumentado mil vezes, mal conseguia andar e respirar. Quanto mais pensar em algo.
Finalmente entrou no quarto.
- Olá pai, ouvi dizer que queria falar comigo!
- Carlos? – surpreendido não conseguia acreditar no que os seus olhos lhe mostravam.
-Sim, sou eu!
- Ainda bem que vieste, queria tanto te ver…
- Porque me queria ver?, e não espere que tenha uma recepção calorosa, pois ainda não me esqueci do que me fez, e o que disse. – não deixando terminar a frase, a sua voz serena e agressiva.
- Tens toda a razão, queria te dizer pessoalmente que estou arrependido, do que te fiz a ti e a tua mãe. Mas não posso voltar o tempo atrás, e modificar a história. Apenas espero que um dia me poças perdoar. Sei que é difícil, mas tenta.
- È tudo, o que tem a dizer?
- Sim, mas não quero que fiques com tanto rancor de mim no teu coração a meu respeito.
- Para sua informação, não tenho ódio. Quando vinha aqui para casa, não sabia o que pensar e sentir, até mesmo quando subia as escadas. No momento em que o vi, deixei de ter ódio por si. Mas não perdoei, porque ainda não consigo perdoar. Quem sabe um dia. Bem nada mais me prende aqui nesta casa, vou-me embora. As melhoras e ver se recupera.
Saiu do quarto e da casa sem dizer nada a ninguém. No momento que fechou a porta da casa que dá para a rua, deu-lhe uma imensa vontade de chorar. Porque tinha dito que não estava preparado para perdoar. Quem era ele para julgar alguém. Ele que fugi quando a sua mãe, mais precisou. Ele foi um puto mimado, que só pensava em si e não nas pessoas que estavam a sua volta a sofrer. Não conseguia, voltar hoje a casa dos seus pais. Iria manhã, bem cedo dizer que o perdoava. Porque no fundo sabia, que nunca o tinha odiado! Pois, pai há só um! Com os defeitos e qualidades que cada um têm. E além do mais tinha mudado, e reconhecido os seus erros.
Foi outra vez para a paróquia, e encontro-se com o padre e disse tudo o que tinha acontecido. Ele disse que tinha feito bem, amadurecido muito hoje e tinha tido muito orgulho de si, como pessoa e ser humano.
No dia seguinte voltou lá, para dizer ao aeu pai que o perdoava. Que gostava dele, apesar de tudo. E ia lá todos os dias a tarde para o ver. Passado um mês, desde a primeira vez que o foi visitar. Ele morreu. Sentiu um grande vazio, pois neste mês tinha o conhecido mais a si, e a ele que do que no tempo tudo em que conviveu com ele. Passou ainda um grande tempo, até recuperar da dor que tinha sentido. Pois agora tinha aplicado, tudo o que o padre lhe tinha ensinado. Então ele continou o seu estudo no seminário para ser padre, conseguindo assim o seu objectivo.
Um dia passeando pela rua, tendo já terminado o seminário com sucesso. Encontrou uma mulher muito bonita. Ela era morena, cabelos lisos, olhos esverdeados, com o corpo bem delineado, alta. Mostrando uma segurança e confiança em si, mas o que despertou-lhe mais atenção foi ela estar a chorar. Uma mulher tão bela, a chorar como era possível. Aproximou-se devagar para junto dela e disse-lhe:
- Desculpe, minha senhora sei que não tenho nada haver com isso mas porque chora assim dessa maneira?
- Porque haveria de lhe dizer alguma coisa a si? Pois, como disse não tem nada haver com a razão do meu chorar. E além do mais é um estranho, para mim.
-Tem toda a razão. Eu sou padre, por isso poderia compreender a melhor mas como não quer falar sobre o assunto respeito-a. E vou seguir o meu caminho, fique bem.
Então como se aquelas ultimas palavras referidas por mim, tivessem pesado na consciência resolveu se abrir comigo, tudo o que se passava com ela.
- Vou lhe contar a minha história de amor. Tinha conhecido um rapaz quando era muito nova, foi paixão a primeira vista, fiquei logo rendida a ele. Mas como me achava muita feia pensei que não teria hipóteses com ele. Conheci por causa de uma aposta feita entre os amigos do tal rapaz. Estávamos num bar, fomos nos conhecendo, trocamos números de telefone. A partir dai nunca mais perdemos o contacto, começamos a namorar mas eu tinha a desconfiança que ele me traía. Como era um rapaz muito sensual, bonito e charmoso conseguiria conquistar qualquer mulher. Mas com o passar do tempo essa desconfiança fui se desvanecendo, até acabar de vez. Acabei por me casar, os primeiros anos foram maravilhosos, muito compreensivo, carinhoso, estava sempre presente quando precisava. Até que um dia cheguei a casa mais cedo e vi ele com a minha melhor amiga na nossa cama. Não suportei mais e pedi o divórcio, não aguentava a dor de viver com um homem que não me amava e se calhar nunca me amou.
Ela ia todos os dias, a igreja só para ver o padre, andava ansioso só para a ver. Com o passar do tempo, foi se criando uma grande amizade, se por algum motivo se não podíam se ver telefonavam um ao outro. Até que um dia, aperceberam-se que já não sentíam só uma amizade, um pelo outro. Era algo mais forte, mais intenso e descobriram que amavam-se. Foi um grande choque para os dois, pois ele era padre, e para ela porque amava um padre. Resolveu-se afastar dela, sem dizer nada pois era padre. Não podia continuar a dar-lhe ilusões, sabia que a relação deles não ia dar em nada. Mas ela insistia, até que um dia confrontou-lhee o porque do afastamento.
- Porque te afastaste de mim? O que te fiz? Diz-me, ando triste por não te ver, amargurada por saber que amo-te e tu não me dizes nada.
- Pensas que é fácil para mim? Não é, vim para padre porque julgava ser o meu destino. Tinha sido escolhido por deus, depois apareceste tu! E vieste-me por em dúvida, se queria mesmo ser padre ou não! Pensei muito sobre o assunto, e decidi que era melhor não nos vermos mais. È melhor para com o sofrimento agora, do que virmos a sofrer muito mais daqui a uns tempos. Não foi a decisão mais fácil, e se calhar não foi a mais justa, mas é com certeza a mais acertada!
- Estás a ser egoísta, e egocêntrico. Tu queres fugir da realidade em vez de a enfrentares, com certeza que vieste para padre, para fugir dos teus problemas, como agora. Se não queres ser feliz, não faças sofrer os outros. És demasiado infantil para mim, uma pessoa mimada e nunca iria dar certo entre nós. Por isso tens razão, não te quero ver mais. Adeus, e cresce pois só assim alguém gostará de ti como pessoa, senão morrerás sozinho.
E foi se embora, nunca mais apareceu na igreja nem deu noticias. Não conseguia, pensar em mais nada senão nela. Tinha perdido a vontade de viver por causa dela, já pensava no suicídio pois tinha falhado em tudo na sua vida. Tinha decepcionado a pessoa que mais lhee ajudou, na sua vida. O padre ajudou-lhe quando não era ninguém. Um dia veio ter consigo e perguntou-lhe:
- Tão filho, a uns tempos para cá venho apercebendo-me que estás muito triste. O que aconteceu?
- Não consigo deixar de pensar numa mulher que conhecia a uns tempos. Apaixonei-me por ela. Mas eu escolhi a vida de padre, não a poderei a amar e iria o decepcionar se deixasse de ser padre.
- Meu filho, ouve com muita atenção as minhas palavras deste pobre e velho padre. Pois serão com certeza as últimas palavras que ouvirás de mim. Eu só ficarei orgulhoso de ti, se fores feliz. Vai, segue em frente deixa, de ser padre. Se feliz ao lado da pessoa que amas. Para que continuar num lugar onde serás sempre infeliz, vai antes que seja tarde demais. Mas se fores, não desistas ao primeiro obstáculo. Não descarregues os desgostos da tua vida, nas pessoas que são mais próximas, senão cometerás o mesmo erro do teu pai.
-Obrigado padre, mil vezes obrigado! Ficarei eternamente grato pelas suas palavras, pelos seus ensinamentos. Terei dívida para consigo, que jamais poderei pagar! Espero voltar a ver o em breve!
- Pagarás essa divida, se cumprires os meus conselhos, e deixarás me muito orgulhoso! Apesar dos teus defeitos, quem não os tem. Tens muitas qualidades, e uma delas e teres um coração do tamanho do mundo.
Então lá foi a procura da sua felicidade, a procura da única mulher que amou de verdade ao longo dos seus anos de vida. A pessoa pela qual vez lhe olhar para si próprio e ver a pessoa que era, ela tinha razão no que lhe disse quando se despediu de si. Tinha fugido de casa, quando a sua mãe mais precisava de si. Foi para a rua, depois fugiu da rua para a primeira coisa que encontrara, fugiu novamente para a rua, porque não se dava bem com o emprego. De seguida fugi-o e refugiei-se na igreja, tentando esquecer todos os seus problemas. E por ultimo fugiu do amor. Não voltaria a fugir de nada nem de ninguém, mesmo que não a encontrasse ela ajudou-lhe a mudar a pessoa que era. Procurou por todo o lado e não a encontrou, quando estava prestes a desistir encontrou-a no mesmo sítio onde a tinha visto pela primeira vez. As palavras não lhe surgiam, estava nervoso por a encontrar, passado tanto tempo. Resolveu ir ter com ela, e cumprimentar mas sem grandes esperanças de ela lhe cumprimentar, pensava que ainda não gostaria de voltar a falar consigo.
- Olá, tudo bem?
- Olá, tudo e contigo?
- Também, tenho pensado muito em ti. Em tudo o que me disseste na última vez que nos vimos. Cheguei a conclusão, tinhas razão. Fugi na minha vida toda, aos meus problemas, aos meus obstáculos. Nunca os tentei resolver. Até tu apareceres, até ver-te e pores tudo em dúvida, todas as certezas absolutas que tinha. Tive medo de arriscar e sofrer, fui muito comodista, e não quis deixar o meu orgulho de lado e dar-te razão. Agora se calhar já é tarde demais, e deves estar muito chateada comigo. Porém tenho de te agradecer por tudo o que fizeste, e me disseste. Espero porém ser vir a ser teu amigo…-interrompeu-lhe.
- Posso falar? Claro que estou muito chateada contigo, tu magoaste muito. Esperava mais de ti, mas o amor não se esquece de um dia para outro. E tenho de reconhecer, que deves ter feito um esforço muito grande para me dizeres o que acabaste de dizer. E se tiveres disposto, a deixar de lado a tua opção de ser padre para andares comigo. Eu dou-te uma nova oportunidade.
- Estás a falar a sério? Foi a melhor notícia que recebi nos últimos tempos, não sabes como me deixaste feliz só por teres dito isso.
- Ainda bem, espero que as minhas palavras não sejam em vão, e não venha arrepender mais tarde do que te acabei de dizer.
Deixou de ser padre fui viver com ela, parecia um conto de fadas. Uns meses mais tarde soube a noticia que o seu mentor (o padre) tinha morrido. Não queria acreditar a pessoa que mais lhe tinha ensinado, e em grande parte a ele deve ser a pessoa que é hoje. Nunca, jamais o irei esquecer. A pessoa que sempre confiou em si, tinha sempre as palavras certas para cada situação. A humanidade perdeu um grande homem, e ele tinha perdido um amigo, um pai, um confidente. Não iria conhecer outra pessoa como ele, por mais anos que vivesse, ele era único e uma pessoa muito especial. A vida é feita de desgostos, e há que saber levantar a cabeça nos obstáculos. Palavras sábias de alguém ainda mais sábio, palavras dele o seu mentor. Obrigado por tudo, onde quer que esteja agora. Ficara eternamente grato, e levantou a cabeça e segui em frente, mesmo que por dentro tenha morrido uma parte de si. Foi seguindo a sua vida, não foi fácil. Teve momentos, em que pensou em desistir mas lembrava-se sempre dele. Casou-se e teve dois filhos. Nos primeiros tempos era como viver no mundo das fantasias parecia tudo surreal. Os problemas começaram, quando não conseguíam arranjar tempo um para o outro. Começaram a distanciar-se, e a pensar que cada um traía o outro. Até um dia terem uma conversa, não podiam continuar assim. Mal falavam e se continuássem assim, mais tarde ou mais cedo só restaria o divórcio. Resolveram fazer umas férias, só os dois. Chegando á conclusão do que estava mal, a culpa que havia um do outro para terem chegado a este distanciamento. A partir daí voltaram a se aproximar, talvez já não fosse amor o que sentíam um pelo outro. Mas já não conseguíam viver um sem o outro, e viveríam um com outro até morrer. Com altos e baixos, mas sempre a tentar dar as mãos nas alturas mais difíceis, hoje sabe que se o seu mentor tivesse vivo teria muito orgulho em si.
- Carlos, meu amor, meu grande amor anda almoçar já estás ai a imenso tempo no pc. Lembraste do que te disse o médico, não podes passar tanto tempo em frente do pc. Faz-te mal, pensas que ainda tens 20 anos. Já tens 60, não te esqueças disso. Mas já agora que estás a escrever?
-Joana meu amor, já te disseram que és muito curiosa? Não te preocupes vou já sair, da frente do pc. Estava a escrever a minha vida, a nossa vida. Tudo o que de importante se passou nela.
- Hmmm, está bem. Depois deixas-me ler?
-Claro. Sabes uma coisa?
- O quê?
- Gosto muito de ti, e foste muito importante para mim ao longo da minha vida. Não serei o que ela seria sem ti.
- Estás tão querido hoje, é bom ouvir isso! Tu também foste e és muito importante para mim.
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Simples descrição de mim...

Em 23 de Março de 1985 lá nasci Bruno Alexandre Luís Esteves Taborda, na maternidade Alfredo da Costa. Só conheci um lugar para morar, desde que nasci em Telheiras. Andei na escola nª57 de telheiras, passei pela escola básica 2+3 de telheiras, Escola secundária David Mourão Ferreira, Escola Secundária de Camões, na universidade tirei um curso de contabilidade e administração no instituto superior de ciências da administração.
A escrita nasceu em mim devido em grande parte ao meu pai, como era tipógrafo insistia muito na escrita. Nunca fui muito bom em português, mas na parte criativa das composições tinha sempre boas notas. Aos 13/14 anos não consigo precisar muito bem, li um livro que marcou bastante Os Miseráveis, muito denso, muito descritivo. Lembro-me na altura ter achado muito aborrecido, mas foi a partir dele, também do meu irmão do meio que comecei a gostar da leitura.
Hoje em dia devoro livros, não consigo estar muito tempo sem ler. Comecei a escrever, talvez dos meus 15 anos, passar para o papel o que não conseguia dizer em palavras, desabafar sentimentos, emoções, apenas vontade de escrever algo. Mas comecei amar a escrita, a uns três, quatro anos, quando gostei muito de alguém comecei a escrever textos para ela (intitulava-se menina, para mim continua a ser uma menina bela e mágica, a partir dela aprendia amar verdadeiramente a escrita). Mais amigos meus, como sabiam que gostava de escrever pediam testemunhos, textos, que apenas escreve-se algo para eles. Diziam que tinha talento, tinha qualidades para investir na escrita. Mas houve dois comentários que marcaram e ainda marcam, um deles foi dizer que se reviam na minha escrita, outro foi quando alguém me disse uma vez:”tens tanta sensibilidade que até me arrepias só de ler e sentir as tuas emoções, os teus sentimentos”.
Tenho dois irmãos mais velhos que eu. Deles herdei a sensibilidade, atenção, o carinho e a capacidade de ouvir (irmão do meio). Do mais velho, o poder de argumentação, análise critica, a não me contentar com que me dão a querer sempre mais. Da minha mãe a sensibilidade, a palavra amizade, amor, a entrega completa de forma genuína. Do meu pai, tentar ser sempre melhor, ser correcto e leal, argumentação e contra-argumentação, a olhar para além do evidente, nunca desistir dos sonhos e lutar por aquilo que realmente queremos. A eles, aos meus familiares, amigos e todos os que acreditam e me apoiaram sempre o meu muito obrigado. Espero que nunca vos desilude, espero sempre os surpreender, pois vocês meus leitores são a razão pela qual amo a escrita, vos poder algo que tantas alegrias me dá.
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Corro sem parar...

Sei que não tenho jeito, nem encanto para te despertar atenção. Sou mais um que espera que por detrás desta imensidão se faça luz. Que um dia possamos caminhar juntos, sem desconfianças ou medos. Talvez um dia isto não seja apenas palavras, mas actos consumados e uma realidade que agora parece distante. Parece uma miragem ao fundo do túnel, parece estou enfraquecendo a medida que entro neste túnel. Não vejo a luz do dia, sussurra-me ao ouvido o silêncio desta noite.
Faz-me parecer pequeno com tamanha grandiosidade, tento resistir esta negrume solidão que se apodera de mim, sem eu dar conta. Instala-se de mansinho como se sobrevive-se da minha tristeza para viver. Corro até os meus pés sangrarem, corro até a minha respiração parecer tão ofegante que não consiga mais respirar, corro até que o meu coração palpite tanto que se esqueça de se lembrar, corro até o meu pensamento ficar cansado para dormir a seguir. Parece uma luta incessante, em busca de algo que perdi pelo caminho errante. Onde errei? Onde me perdi? Será que vou ter respostas que tanto anseio saber. Talvez nunca vá saber, se calhar quando souber será a minha morte, pois encontrei a razão da minha existência e poderei morrer feliz.
Não me canso de lembrar das pessoas que agora não estão presentes, não canso de pensar em amigos especiais que partiram mas jamais partiram do meu coração, do meu pensamento. Um desabafo? Uma despedida? Não sei uma reflexão de uma vida errante, uma vida sem rumo, que trato por tu, pois já perdi a vergonha a muito tempo, deixando de a tratar por você. Fico a meio caminho do nada, a meio caminho do tudo. Paro e penso corri, corro, mas algum dia me cansei de correr atrás de ti? De você? Da felicidade? Do amor? Nunca, mesmo que fique no meio deste túnel, mesmo que não veja a luz do dia, por isso hoje vou correr outra vez, esperando um dia descansar desta corrida incessante a qual dei o nome de vida, nome minha vida!
Domingo, 22 de Junho de 2008
Não sei escrever...
Hoje admito que não sei escrever… Por muito tempo, ousei pensar que sabia escrever, sabia desenhar os contornos das letras nos papéis em branco. Hoje li e reli alguns autores de quem admiro, fiquei abismado, com a escrita deles. Reflecti e cheguei a conclusão, ter um longo caminho a percorrer, até poder considerar que sei escrever. Poderiam enumerar vários nomes, seria uma lista interminável, por isso deixo um leque reduzido para não se cansarem de ler quem são esses autores: Trabisdementia, Júnior A., Horriscausa, José Torres, Vera Silva, MariaSousa, entre muitos outros.
Perco-me nas palavras deles, sinto-me mergulhado por uma onda êxtase, entro noutro mundo. Silencio-me, o mundo para, o silêncio reina e fico a li uns minutos a lê-los a contempla--los e nada mais importa nesse momento. Nesse momento é um ar que respiro, uma ilusão que toca no meu coração. Só preciso desses momentos uma vez por dia para poder sentir-me preenchido com as palavras, com as emoções.
Agora ninguém me leva a mal, não saber escrever pois tive ousadia, a coragem que a muitos lhe falta. Para dizer bem alto que pensam saber escrever. Escrever é muito mais do que pegar numa caneta, num lápis e começar a desenhar letras, isso qualquer um conseguia. Tem regras, tem emoções, tem sentimentos, isso está para além dos livros de ensino. Está na escola da vida. Não julguem que não gostava de poder dizer bem alto: Sou escritor! Mas de verdade, não uma mentira que dita muitas vezes, se tornou verdade.
Deixo uma imagem um som, para as palavras que não consigo encontrar, descrever, pois elas não se dignificam a bater a minha porta e ficar comigo, conversando, ditando as regras, seduzindo e deixando o momento rolar, inspirando numa noite de lua cheia. Em que a luz é tão límpida que se reflecte no mar, desenhando contornos indescritíveis. Numa praia isolada, onde só o silêncio nos ouve, desenho as letras que um dia queria poder escrever para todos, para alguém para ti que me lês agora!
Sábado, 21 de Junho de 2008
Um tu que se tornou num você....

Hoje recordo-me dos momentos passados, das confidencias trocadas. Os sorrisos que pareciam trazer a felicidade eterna. Os olhares que diziam mais que palavras. Gestos trocados com ternura, algo único que jamais se esquecem. Tudo ficou num passado que agira parece longínquo, mas não é assim tão longínquo. A nossa mente é que vive intensamente cada segundo como se fosse o último. Agora recordo com saudades de tu que se tornou num você....
Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
A carta que ja devia ter dito há muito tempo...
Ao fim de muito tempo arrisquei a pegar numa caneta e num papel em branco. A medo comecei a escrever, sobre o medo escrevi. Deixando o rasto de sentimentos, pegadas que formaram um caminho... um caminho com medo de escrever sobre algo, alguém... ou apenas de ti!
Não é isto que a vida se resume. A uma mensagem, a uma ideia, sobre algo, alguém que nos marcou e nos marca para sempre. Alguém que entra na nossa vida, sem darmos conta, se vai instalando, acomoda-se a nós. Quando damos por isso está a nossa frente, desejamos que aquele momento se eternize.
O que começou a medo de um gesto, acabou numa firmeza de um olhar, dumas palavras com real significado.
Agora perdia-me no tempo a falar, mas reservo-me ao silêncio, para dizer as palavras mais belas de um olhar, que dêem a importância do significado dos sentimentos.
P.S- Esta e uma carta que comecei a escrever e terminei agora para enviar a alguém, que longe está de mim, mas perto do coração permanece. Que jamais esquecerei alguém que fez da minha vida se iluminar, fazendo dela um sorriso eterno!
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Respiro nas tuas palavras...

Deste mote eu comecei a escrever. Inebriaste os meus sentidos, com o teu poema. Por pouco ficava sem ar, o meu coração palpitava como se fosse o último segundo da minha vida. Batia de tal intensidade que o meu corpo se arrepiava todo. Ao sentir o teu amor, um amor pelo qual todos desejavam amar. Amar profundamente, até as entranhas da nossa alma. Quando tudo se resumia a um olhar. As palavras não seriam necessárias. O silêncio ecoa mais alto, apenas um desejo consegue elevar mais a nossa paixão. A saudade aperta quando estás ausente. Mesmo estando ausente estás presente. És uma presença contínua no meu coração, ouve sem te ouvir, vê-te sem te ver, fala sem falar. Pois o amor é tudo isso, um jogo de emoções, em que nada mais importa senão poder ter a tua companhia e ser alegre com ela.
Palavras escasseiam, o segundo desapareceu, ficou o silêncio o bater do meu coração forte, olhando para as estrelas, parece que sonho acordado. Descreveste um belo sonho agora quero permanecer a sonhar acordado. Profundamente belo, queria dizer tanto, queria dizer para além das palavras, queria descrever o sentimento que senti ao te ler da primeira ver até agora. Mas elas fugiram, não me deixam pensar, faço força mas nada sai. Tudo fica por dizer, ou será que foi tudo dito, nada dizendo? Despeço-me do comentário, repetindo mais uma vez, arrepiado pelas tuas palavras a ecoarem-me na mente, no ouvido, no coração.
Cada segundo, se torna numa vida contigo. Um momento especial, inesquecível, imemorável, único. Falta-me acrescentar algo, a este texto. Falta-me uma palavra, que faça mudar o sentido do texto. Falta dizer que respiro dos teus poemas, alimento-me das tuas palavras, fazendo delas a minha sobrevivência. Recriando o sonho tornando real. Falta para acabar dizer obrigado, obrigado por teres feito parte da minha vida e agora já partiste saudade mas ficou o amor, para me encher por completo a minha vida e fazer dela um eterno sorriso.
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
A arte de perder...
Na vida perdemos sempre algo
Mas como encaramos a perda
É que nos torna grandiosos ou pequenos!
Um sorriso que se perdeu
Num canto, dum olho húmido.
Tornando a felicidade,
Numa infelicidade dum momento!
Um caminho que parecia certo
Levava directamente ao coração
Perdeu-se com as palavras,
Num acto de razão!
Nada faz sentido na perda
Tenta-se compreender o incompreensível
Mas na perda, não há nada compreender.
Apenas e somente respeitá-la tal como ela é!
Terça-feira, 18 de Março de 2008
Um tu que se tornou num você

Hoje recordo-me dos momentos passados, confidências trocadas. Os sorrisos, que pareciam trazer com eles a felicidade eterna. Os olhares que diziam mais que mil palavras. Os gestos trocados com ternura, algo unico que jamais se esquece. Tudo ficou num passado, agora parece longínquo, mas não é assim tão longínquo. A nossa mente é que vive intensamente, como se fosse o último segundo de vida. Agora recordo com saudades, um tu que se tornou num você.
Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Loucos por Prazer

Hoje apetece-me escrever algo que te envolva comigo, algo que te faça sentir feliz perspectivando a minha presença.
Não sintas a vergonha de estar ao pé de mim, não penses que estás a mais, apenas deixa que a vontade te envolva em mim.
Escuta este silêncio murmurado por um único momento, aquele que tanto prazer nos deu e que as palavras não permitem decifrar.
Tentei desenhar sensações mas isso tornou-se demasiado difícil, mas mais difícil foi transmitir o intransmissível sentimento descrito na utopia das palavras fazendo delas um sentimento único, levando-te onde os outros tentaram levar-te, mas só eu consegui...
Tudo nos passou pela cabeça, mas foi ao descer bem devagarinho pelos nossos corpos, que tivemos o nosso prazer, os picos foram exactamente no nosso coração, nos nossos peitos.
Atingindo o clímax no meio das pernas, suspirando, gemendo que nem uns loucos por esse sentimento abafado pelo silêncio de um quarto que não nos disse nada e serviu apenas para satisfazer esse sentimento louco. Loucos fomos por querermos algo mais, não apenas o devaneio de um sentimento de uma noite.
Agora sento-me numa secretaria, tento escrever aquele sentimento que foi teu e meu e olhando para trás vejo ainda o suor a pairar no quarto, suspirando por te ter novamente!
Sabes porque te digo isto agora?
Porque o anseio que sinto bater-me no peito é por ti. Não foi só o calor de uma noite, um roçar de corpos, uma noite de sexo louco. Foi o transmitir de sentimento que pensei terem fugido de mim, mais que o sexo foi o amor que transmitimos um ao outro.
Recordo a insónia daquela noite iluminada por palavras mágicas, trocando carícias como apiedando o animal selvagem que existe na nossa alma e teimava revelar-se por inteiro, na escuridão da noite.
Cautelosamente passava com a minha língua pelo teu corpo abaixo excitando-te cada vez mais, embrenhando-me nos teus seios como um louco perdido pela salvação.
Ah! Como manobrava a rigidez dos teus seios e te impossibilitava os gemidos de loba apenas com as mãos.
A língua cálida continuava a descer ao encontro do cálice, onde todas as emoções transbordavam em proporções nunca antes imaginadas.
A cama tremia, ouvia-se o uivo imitado pelo vento e a chuva parecida incomodada à janela.
Mas só por uns momentos! O ruído do amor é ensurdecedor!
Tu rias, conduzindo-me com o teu prazer a patamares desconhecidos e sussurrando ao tom do coração :
- Amo-te !
O tempo fugia à medida que nos uníamos mais numa entrega descomedida como se não houvesse amanhã, como se fossem os últimos minutos e esses nossos.
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Pai
Senhor!
Quero entender as palavras que tu escreves, mas não consigo...Fico a pensar nelas, durmo com elas, mas elas continuam a ser uma incógnita para mim como se de estranhos se tratassem... Elas não são iguais? Não falamos a mesma língua? Sim, mas não falamos a mesma linguagem, não temos a mesma sensibilidade, o mesmo tacto com as palavras... Eu deparo-me com elas a desafiar-me e tu é que as desafias...
Talvez seja a grande diferença entre nós. Enquanto eu as tento conhecer, elas a ti ousam conhecer o desconhecido, fazendo de ti misterioso e ao mesmo tempo sábio! Recorro-me do meu vocabulário, que, por sinal, não é vasto, nem tão rico, para te poder descrever mas fica sempre algo, reticências pelo meio, pontos de interrogação que fazem parecer um labirinto que onde só se sabe a entrada e a saída é algo que não existe! Perdoa-me por não conseguir manejar, reformular as palavras... Porque sempre me sinto vazio quando tento que elas sejam minhas, só minhas. Já basta ter-te partilhado, não poder ter-te junto a mim nas noites frias que a minha cama chama por ti e tu não estás. Já basta ter que sofrer em silêncio, soluçar em cima de uma almofada molhada. Levantar-me dessa cama e ir ver a lua, esperando que ela me dê um sinal de ti, que por mais pequeno que fosse já seria melhor que esta angústia. Deparo-me a tentar alcançar nas palavras o que em ti não consigo, preciso de te ouvir chamar por mim, ter-te junto a mim pela última vez para te dizer as palavras certas...
Sinto que partiste, porque sinto que aqui já estiveste, em pleno sortido das máscaras escondidas em que rodeávamos o tempo para podermos viver um para o outro… e agora, de tão confuso, de tão debilitado estar, já nem sei se foi ilusão ou um passado desejado…
Questiono-me. Questiono o meu Universo na busca da solução para o meu sofrer, para que consiga amainar a dor da tua ausência. Sei que nunca virás!
Guardo os papéis que são bocados teus, decorei frases feitas que tanto usavas nessa vida prática que sorridentemente levavas… Sim! Sonho em ser igual a ti!
Em criança eras a minha referência, como os anos passaram encontrei, pelo labirinto da vida, outras pessoas e em outras escritas descrevi-me fascinado pela herança que recebi.
Sabes Pai, quando a noite cai sinto-me outra vez aquela criança com quem brincavas, a quem davas tantos mimos.
Nessas noites de solidão em que o sono me foge, agarro-me a ti e desejo-te de volta, recorro aos teus escritos, para te sentir, para te ver e para que consiga chegar a cada mensagem tua.
Quero entender as palavras que escreveste… mas não consigo!
Paulo Afonso & Le Tab
Quero entender as palavras que tu escreves, mas não consigo...Fico a pensar nelas, durmo com elas, mas elas continuam a ser uma incógnita para mim como se de estranhos se tratassem... Elas não são iguais? Não falamos a mesma língua? Sim, mas não falamos a mesma linguagem, não temos a mesma sensibilidade, o mesmo tacto com as palavras... Eu deparo-me com elas a desafiar-me e tu é que as desafias...
Talvez seja a grande diferença entre nós. Enquanto eu as tento conhecer, elas a ti ousam conhecer o desconhecido, fazendo de ti misterioso e ao mesmo tempo sábio! Recorro-me do meu vocabulário, que, por sinal, não é vasto, nem tão rico, para te poder descrever mas fica sempre algo, reticências pelo meio, pontos de interrogação que fazem parecer um labirinto que onde só se sabe a entrada e a saída é algo que não existe! Perdoa-me por não conseguir manejar, reformular as palavras... Porque sempre me sinto vazio quando tento que elas sejam minhas, só minhas. Já basta ter-te partilhado, não poder ter-te junto a mim nas noites frias que a minha cama chama por ti e tu não estás. Já basta ter que sofrer em silêncio, soluçar em cima de uma almofada molhada. Levantar-me dessa cama e ir ver a lua, esperando que ela me dê um sinal de ti, que por mais pequeno que fosse já seria melhor que esta angústia. Deparo-me a tentar alcançar nas palavras o que em ti não consigo, preciso de te ouvir chamar por mim, ter-te junto a mim pela última vez para te dizer as palavras certas...
Sinto que partiste, porque sinto que aqui já estiveste, em pleno sortido das máscaras escondidas em que rodeávamos o tempo para podermos viver um para o outro… e agora, de tão confuso, de tão debilitado estar, já nem sei se foi ilusão ou um passado desejado…
Questiono-me. Questiono o meu Universo na busca da solução para o meu sofrer, para que consiga amainar a dor da tua ausência. Sei que nunca virás!
Guardo os papéis que são bocados teus, decorei frases feitas que tanto usavas nessa vida prática que sorridentemente levavas… Sim! Sonho em ser igual a ti!
Em criança eras a minha referência, como os anos passaram encontrei, pelo labirinto da vida, outras pessoas e em outras escritas descrevi-me fascinado pela herança que recebi.
Sabes Pai, quando a noite cai sinto-me outra vez aquela criança com quem brincavas, a quem davas tantos mimos.
Nessas noites de solidão em que o sono me foge, agarro-me a ti e desejo-te de volta, recorro aos teus escritos, para te sentir, para te ver e para que consiga chegar a cada mensagem tua.
Quero entender as palavras que escreveste… mas não consigo!
Paulo Afonso & Le Tab
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Dois caminhos...

Se eu pudesse
Seria o verso
Na espera que fosses
Reverso.
Se eu soubesse
Seria o caminho
Que atravessa feito
Alameda florida
O teu caminho,
Onde havemos
De nos encontrar qualquer dia.
Se eu...
Ao menos fosse o que querias
Que tivesse sido.
Tudo poderia
Ter sido diferente.
Tudo nos passou
Pela mente.
Ideais,
Fantasias
Passando agora tudo
De recordações.
De um verso
Esquecido
Dum caminho em branco...
De algo a dois
Que terminou
Num só!
Se eu...
Isabor Navarro & Le Tab
Domingo, 13 de Janeiro de 2008
Natal, todos apregoam ao vento...vem ai o natal!

Natal, todos apregoam ao vento...vem ai o natal! Mas souberam o que quer dizer o natal verdadeiramente. Esta época, não passa mais de uma época para consumo. O consumo exacerbado, que as economias de escala deixam nas nossas sociedades. Aquele natal, onde todos se juntavam a mesa para saborear os doces, para juntar a família, o calor da lareira a ouvir os mais velhos a contar histórias mirabolantes.
Já lá vai esse natal, agora é a época onde a criança escolhe o presente que quer, reclama por não ter o tal presente. Os pais como não tem tempo para elas, compram o seu afecta a sua atenção dando-lhes tudo o que elas querem, esquecendo o mais importante o carinho, o gesto, uns minutos de atenção... Para onde caminharemos?
Acho que caminharemos para o mundo onde o dinheiro comprará tudo, onde tudo não passará de uma grande ilusão. Onde deixará de haver sentimentos, nem carinhos, nem manifestações nem gestos... onde a solidão reinará, a tristeza, a revolta, no fim de contas será uma luta pela sobrevivência, onde só o mais forte viverá...o resto morrerá...
Deixo uma pergunta será que vale a pena viver neste mundo? que se transforma a cada dia para pior.
Sábado, 12 de Janeiro de 2008
Máquina de escrever

Escrevo por detrás um homem que fui, ou sei nem sei bem o quê. De uma máquina de escrever antiga. Muitas histórias poderia ela contar em voz alta, mas deixou que eu falasse por ela... Dizendo tudo o que queria dizer que nunca teve coragem para tal. Um ser que nunca fui tratado como tal, muitos ousaram passar as mãos por cima dela. Mas sem cuidado e o requinte que merecia. Talvez por não saberem distinguir entre tocar de leve e tocar com sensibilidade com sentimento. Manejando como se de um corpo tratasse, explorando as suas fragilidades, fraquezas, polivalências. Mas isso tudo para um leigo é tudo a mesma coisa. Para alguém que sabe do que fala, alguém que escreve por sentir necessidade de escrever, não alguém que escreve apenas por necessidade. Sabendo tocar, respirar com ela, levando a ela executar manobras delicadas, proezas nunca antes imaginadas. Olhando para ela não como um troféu mas como uma conquista de amor, deixando a tinta na pele da nua folha branco os seus filhos, a sua obra-prima. Fazendo deles confidentes de noites abafadas, húmidas, quentes, suadas por essa temperatura abafante mas excitadas com o desenrolar dos acontecimentos. Sentindo prazer a cada tecla tocada, como se da primeira vez se tratasse. Isto seria como ela queria ser lembrada...mas lembrarão-se dela assim?
Domingo, 6 de Janeiro de 2008
Incauto

Sou apenas um homem rancoroso e mórbido....
Dado ao mísero que me cabe, só sobrevivo
Tendo n'outra vida, n'outra sorte me perdido
Um ar que sustive e que de boca aflora
Embora causa ao ser não tivesse,
E insiste o tempo sorrateiro,
Em não dar-me o descanso que mereço.
Vitimado, tendo a paz sorrateiramente roubada....
Por uma alma caridosa, vendo a minha não ser poupada
Não a sendo , ao gasto derramado pelo corpo
Minha mente n'outros cantos andam....
A dor fala por mim, salta diante dos olhos menos atentos...
Fazendo dela as páginas do meu livro ensanguentado..
Recriando factos que se apagavam da mente,
Desde então vivo por ela atormentado.
Torna a vida em puro sangue!
Junior A. & Le Tab (eu)
Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
Falta-me algo...
Sinto a tua falta, sinto a falta de um olá que fazia-me sorrir. Aquele anjo que me fazia sorrir perante as adversidades, agora mais que nunca vejo que me falta algo, algo que outrora diria que era insignificante. Hoje digo que é essência para viver. Não peço perdão porque perdão não se pede evita-se, talvez nunca devia ter dito nada. Porque parece quando mais falamos, menos queremos falar. Algo se apodera de nós e nos deixa inconscientes, falta-me algo... falta-me algo...algo que um dia chamei de amiga, agora sinto ausência pois fiz com que se ausentasse espero que volte depressa, pois agora vejo como ela é importante, pois a vida sem amigos é como uma vida sem esperança!
Espero que me perdoes, por ter dito e feito o que jamais devia ter feito... Perdoa-me por um dia ter sido infantil, por um dia ter feito parecer que a nossa amizade era insignificante...
Espero que me perdoes, por ter dito e feito o que jamais devia ter feito... Perdoa-me por um dia ter sido infantil, por um dia ter feito parecer que a nossa amizade era insignificante...
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Corro sem parar
Sei que não tenho jeito, nem encanto para te despertar atenção. Sou mais um que espera que por detrás desta imensidão se faça luz. Que um dia possamos caminhar juntos, sem desconfianças ou medos. Talvez um dia isto não seja apenas palavras, mas actos consumados e uma realidade que agora parece distante. Parece uma miragem ao fundo do túnel, parece estou enfraquecendo a medida que entro neste túnel. Não vejo a luz do dia, sussurra-me ao ouvido o silêncio desta noite.
Faz-me parecer pequeno com tamanha grandiosidade, tento resistir esta negrume solidão que se apodera de mim, sem eu dar conta. Instala-se de mansinho como se sobrevive-se da minha tristeza para viver. Corro até os meus pés sangrarem, corro até a minha respiração parecer tão ofegante que não consiga mais respirar, corro até que o meu coração palpite tanto que se esqueça de se lembrar, corro até o meu pensamento ficar cansado para dormir a seguir. Parece uma luta incessante, em busca de algo que perdi pelo caminho errante. Onde errei? Onde me perdi? Será que vou ter respostas que tanto anseio saber. Talvez nunca vá saber, se calhar quando souber será a minha morte, pois encontrei a razão da minha existência e poderei morrer feliz.
Não me canso de lembrar das pessoas que agora não estão presentes, não canso de pensar em amigos especiais que partiram mas jamais partiram do meu coração, do meu pensamento. Um desabafo? Uma despedida? Não sei uma reflexão de uma vida errante, uma vida sem rumo, que trato por tu, pois já perdi a vergonha a muito tempo, deixando de a tratar por você. Fico a meio caminho do nada, a meio caminho do tudo. Paro e penso corri, corro, mas algum dia me cansei de correr atrás de ti? De você? Da felicidade? Do amor? Nunca, mesmo que fique no meio deste túnel, mesmo que não veja a luz do dia, por isso hoje vou correr outra vez, esperando um dia descansar desta corrida incessante a qual dei o nome de vida, nome minha vida!
Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Livro em branco(para todos os lusos poetas)

Dizem que cresci, deixei de ser um miúdo para ser um homem. Já me aguento sozinho sem ajuda de ninguém. Até há quem diga que tenha picos de genialidade, nada de mais errado. Não quem dizem ser, não passa de palavras mágicas de ilusões, feitas através de palavras que escondem sentimentos.
Sou um mero errante das palavras, que mesmo sem saber um dia me cruzei numa esquina, numa tabuleta onde dizia entra. Alguém me disse entra, não tenha medo aqui vai se sentir em casa, aqui vai se descobrir, descobrir o poder das palavras. O mistério que se esconde por detrás delas. Folheei todos os livros, todos de autores desconhecidos, encantei-me devorei todos, até chegar ao último e perguntar não há mais?
O silêncio imperou e a voz ao fundo respondeu outra vez:
-Falta o teu!
- Mas eu não sei escrever, não sei o que é escrever, junto palavras, que formam textos e algumas pessoas dizem que é fica bonito!
-Eu era como tu, quando era novo, escrevia sem parar, filosofias, angústias, revoltas que atormentavam o meu pensamento! Para veres, até acordava durante a noite para escrever... Depois aprendia poesia, foi amor a primeira vista, ela me adorou e eu a ela. Fazíamos tudo juntos, parecia que éramos um par de namorados loucos de amor. No fim descobri que também não sabia escrever, mas sabes o que ela me disse?
-Não, diz por favor...
-Não faz mal meu amor, podes até nem saber ler, podes escrever mal, mas desde que escrevas com sentimento e aos poucos indo corrigindo os teus erros... no final serás idolatrado, não por escreveres para a elite, mas sim por escreveres para aqueles que ouvem o coração....
-Mesmo assim...tenho medo de errar, de as tratar as mal, de não conseguir ser bom com elas. Tenho medo de as magoar. Fazendo mais mal que bem...
-Ai está, tu mostras ter sentimentos, primeiro vais ter de cair, aprende as tratar com carinho, aos poucos elas vão se tornar confidentes de ti...
-Porque é que não tens aqui ninguém conhecido?
-O que é ser conhecido para ti?
-Aqueles autores famosos e conhecidos por todos, além fronteiras...
-Meu caro amigo, aqui se vais para ser famoso esquece, aqui só a gente desconhecida, gente que mal ou bem tenta tratar por tu as palavras. Alguns fazem magia com estas, outros transportam-nos para o mundo dos sonhos. Outros mostram o que é amor, aqui poderás não encontrar fama, mas encontras tudo o resto que nesse mundo nunca encontrarás...
-Como poderei dizer ao mundo, onde encontrar este canto?
-Basta que digas, que sigam as palavras, os sentimentos, vão encontrar de certeza, espero pelo teu livro, aquele em branco que nunca escreveste, que anseio ler, devorando todas as palavras, pois sei que és capaz...
-Obrigado por me teres dado o teu ombro, por teres tido orgulho em mim, de confiares um pouco e dizeres quem és mesmo não dizendo o teu nome. Agora sei quem és, apesar de continuar a ser um mero mortal, um mero amador, quem nem poeta, nem o escritor o é, vive agora com o coração cheio de amor, por um dia te ter conhecido.
-Não digas isso, eu sou um mero também, abraço-te de braços abertos, recebo o teu carinho e retribuindo igualmente com toda a força, agora que vais não te esqueças, és um amador, quem sabe nunca serás famoso, mas um amador cheio de amor e sentimento.
Parti com alegria e espanto, nunca tinha visto tanta alegria e amor, em palavras, não eram meras palavras mas sim actos, sentimentos bem reais, para não imaginar que estava a sonhar. Quando sai , olhei para a tabuleta e vi aqui é o cantinho do lusos poetas, embora não haja famosos há muitos com vontade e que amam de verdade a escrita. Foi assim que espalhei ao mundo este cantinho onde realizei um sonho, o de escrever o meu livro em branco.
( se quiserem visitar este cantinho, deixo aqui o link: http://www.luso-poemas.net/)
Domingo, 9 de Dezembro de 2007
O poder das palavras...
Algo me silencia, este silêncio perturbador, este algo que ficou por dizer... Parece uma repetição, incógnita, do que um dia foi escrito, falado, comentado, revisto. Agora não passa de uma memória, esquecida por entre livros, entre o pó e as cinzas do esquecimento. Um dia tive tudo, tudo que um ser humano pode desejar... Tinha felicidade, amor, uma família, sucesso, reconhecimento, riqueza e paz de espírito.
Não tenho nada agora, sou um zé-ninguém, todos passam por mim, mas ninguém reconhece, por um erro que cometi fui esquecido para todo sempre! Quem não comete erros, uns são perdoáveis, outros não. Fiz o que se devia ter feito, expressei-me livremente, ingénuo era, pois pensava que vivia num país livre de opiniões sem preconceitos ou restrições a liberdade.
Fizeram tudo para calarem-me, como se de uma epidemia se tratasse, tinham de conter antes que se alargasse e tornasse proporções inimagináveis. É assim, por uma simples frase se atinge o céu ou inferno, tudo muda num segundo.
Tudo aconteceu por ter manifestado a minha opinião crítica sobre uma política que não achava mais correcta, era eu um jovem director de um jornal. Tinha inteligência, carácter e personalidade forte, grandes ambições e todos consideravam que o sucesso estaria aos meus pés, mas como todos os jovens era revoltado e lutava contra as injustiças. Essa mesma característica levou-me ao sucesso e ruína, pois quando comecei um jovem licenciado a procura de algo que despontasse para uma carreira feita de grandes feitos. Consegui uma entrevista com um dos grandes opositores, ao governo, fez páginas e páginas, sorte a minha que passados poucos dias o governo era derrubado, entrava em cena, o político que uns dias antes tinha entrevistado. Parecia uma nova era a renascer, tudo parecia uma novidade. Era do consumo apareceu cheio de força, tudo era novo, cheirava a novo, casei-me com a mulher que conheci nos meus tempos de universidade. Vivia os momentos mais felizes da minha vida, passados cinco anos nasceu o meu filho, fui nomeado director, não poderia desejar mais nada. O pior aconteceu depois dois anos, o governo agora parecia que tinha politicas que mais pareciam de uma ditadura do que uma democracia. Fui avisado várias vezes para me silenciar, mas nunca ligava cada vez era mais revoltado. Até que um dia, quando ia para casa fui interceptado por uns homens, levaram para uns calabouços. Ai fiquei vários dias a ser torturado.
Num dia acordaram-me a meio da noite e fui levado para outro lado, parecia uma velha casa abandonada. Deixaram-me num quarto vazio, onde havia ao fundo desse quarto, uma torneira sempre a pingar, dia e noite parecia a maior tortura. Cada vez mais dolorosas as torturas, não eram físicas mas psicológicas. Passaram dois anos assim, até que sem me aperceber parecia que uma luz entrava no quarto. Era uma nova esperança, consegui fugir, voltar para onde um dia fui alguém. Quando cheguei lá tudo tinha mudado, já ninguém era o que tinha sido. Disseram a toda gente que tinha morrido, a notícia espalhou-se, a minha mulher recomeçou a vida, o meu próprio filho já chamava pai a outro homem. Que mais poderia fazer, para toda gente tinha morrido, se calhar morri mesmo, tão já não valia a pena viver, fui sobrevivendo com as esmolas que as pessoas me davam. Agora sou um farrapo do que fui, já nada mais importa, quero apenas a morte, pois esta vida deixou de importar.
Não tenho nada agora, sou um zé-ninguém, todos passam por mim, mas ninguém reconhece, por um erro que cometi fui esquecido para todo sempre! Quem não comete erros, uns são perdoáveis, outros não. Fiz o que se devia ter feito, expressei-me livremente, ingénuo era, pois pensava que vivia num país livre de opiniões sem preconceitos ou restrições a liberdade.
Fizeram tudo para calarem-me, como se de uma epidemia se tratasse, tinham de conter antes que se alargasse e tornasse proporções inimagináveis. É assim, por uma simples frase se atinge o céu ou inferno, tudo muda num segundo.
Tudo aconteceu por ter manifestado a minha opinião crítica sobre uma política que não achava mais correcta, era eu um jovem director de um jornal. Tinha inteligência, carácter e personalidade forte, grandes ambições e todos consideravam que o sucesso estaria aos meus pés, mas como todos os jovens era revoltado e lutava contra as injustiças. Essa mesma característica levou-me ao sucesso e ruína, pois quando comecei um jovem licenciado a procura de algo que despontasse para uma carreira feita de grandes feitos. Consegui uma entrevista com um dos grandes opositores, ao governo, fez páginas e páginas, sorte a minha que passados poucos dias o governo era derrubado, entrava em cena, o político que uns dias antes tinha entrevistado. Parecia uma nova era a renascer, tudo parecia uma novidade. Era do consumo apareceu cheio de força, tudo era novo, cheirava a novo, casei-me com a mulher que conheci nos meus tempos de universidade. Vivia os momentos mais felizes da minha vida, passados cinco anos nasceu o meu filho, fui nomeado director, não poderia desejar mais nada. O pior aconteceu depois dois anos, o governo agora parecia que tinha politicas que mais pareciam de uma ditadura do que uma democracia. Fui avisado várias vezes para me silenciar, mas nunca ligava cada vez era mais revoltado. Até que um dia, quando ia para casa fui interceptado por uns homens, levaram para uns calabouços. Ai fiquei vários dias a ser torturado.
Num dia acordaram-me a meio da noite e fui levado para outro lado, parecia uma velha casa abandonada. Deixaram-me num quarto vazio, onde havia ao fundo desse quarto, uma torneira sempre a pingar, dia e noite parecia a maior tortura. Cada vez mais dolorosas as torturas, não eram físicas mas psicológicas. Passaram dois anos assim, até que sem me aperceber parecia que uma luz entrava no quarto. Era uma nova esperança, consegui fugir, voltar para onde um dia fui alguém. Quando cheguei lá tudo tinha mudado, já ninguém era o que tinha sido. Disseram a toda gente que tinha morrido, a notícia espalhou-se, a minha mulher recomeçou a vida, o meu próprio filho já chamava pai a outro homem. Que mais poderia fazer, para toda gente tinha morrido, se calhar morri mesmo, tão já não valia a pena viver, fui sobrevivendo com as esmolas que as pessoas me davam. Agora sou um farrapo do que fui, já nada mais importa, quero apenas a morte, pois esta vida deixou de importar.
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
Nada é eterno tudo é efémero
Nada é eterno tudo é efémero, simples palavras, trocadilhos, mas uma mensagem muito mais complexa que poderemos imaginar. Pois no fim só conta isto, tudo e nada, nada e tudo, eterno ou efémero. Quando pretendemos responder o que é amor? Saberemos dizer que é eterno? Então quando esse ente que amamos, morre continuará haver amor?
Será que Deus existe? Aquele Deus que se vê na bíblia aquele ser que todos julgam superior ou não será mais uma efemeridade do ser humano?
Que tenta por todos os meios não se sentir só, nem que seja só por um minuto, quando não temos resposta inventamos algo, para nos consolar esse flagelo. Mas será que todo o que inovar já não foi inventado um dia? Será que a busca incessante que temos todos os dias para descobrir o mistério da vida, o mistério do universo. Já não foi dito, mas como vemos tudo no eterno, não conseguindo ver a efemeridade pensamos que tudo o que nos disseram está errado.
Tudo e nada, nada e tudo. Queremos o tudo e quando temos desejamos ter nada. Como se uma busca incessante em que nada nos satisfaz, nada satisfaz esta fome incessante que temos devorar. No fundo resume a que, a pequenos nadas, a pequenos efemeridades que nos deixam contentes e felizes, mas não queremos o eterno o tudo.
Caindo nos sete pecados mortais: a gula, ganância, a luxúria, preguiça, inveja, orgulho, vaidade. Todos um dia já cometemos um deles, porque pensamos num tudo, achamos sempre que tudo não passa de um status, de um reconhecimento dos outros perante nós. Mas quando e onde vamos nos reconhecer a nós próprios, quando iremos olhar ao espelho e vermos a pessoa que está a nossa frente?
Poderão dizer, isto não passa de uma bela retórica, mas não será a única verdade que temos hoje em dia?
Quando soubermos responder a essas simples questões, saberemos a respostas as mais complexas, pois seremos capazes de olhar com olhos de ver. Com espírito aberto para percamos a complexidade de quem somos, o que fazemos nesta vida e para onde vamos. Não percamos tempo ajuizar tudo e nada, deixemos apenas mo eterno ou efémero.
Será que Deus existe? Aquele Deus que se vê na bíblia aquele ser que todos julgam superior ou não será mais uma efemeridade do ser humano?
Que tenta por todos os meios não se sentir só, nem que seja só por um minuto, quando não temos resposta inventamos algo, para nos consolar esse flagelo. Mas será que todo o que inovar já não foi inventado um dia? Será que a busca incessante que temos todos os dias para descobrir o mistério da vida, o mistério do universo. Já não foi dito, mas como vemos tudo no eterno, não conseguindo ver a efemeridade pensamos que tudo o que nos disseram está errado.
Tudo e nada, nada e tudo. Queremos o tudo e quando temos desejamos ter nada. Como se uma busca incessante em que nada nos satisfaz, nada satisfaz esta fome incessante que temos devorar. No fundo resume a que, a pequenos nadas, a pequenos efemeridades que nos deixam contentes e felizes, mas não queremos o eterno o tudo.
Caindo nos sete pecados mortais: a gula, ganância, a luxúria, preguiça, inveja, orgulho, vaidade. Todos um dia já cometemos um deles, porque pensamos num tudo, achamos sempre que tudo não passa de um status, de um reconhecimento dos outros perante nós. Mas quando e onde vamos nos reconhecer a nós próprios, quando iremos olhar ao espelho e vermos a pessoa que está a nossa frente?
Poderão dizer, isto não passa de uma bela retórica, mas não será a única verdade que temos hoje em dia?
Quando soubermos responder a essas simples questões, saberemos a respostas as mais complexas, pois seremos capazes de olhar com olhos de ver. Com espírito aberto para percamos a complexidade de quem somos, o que fazemos nesta vida e para onde vamos. Não percamos tempo ajuizar tudo e nada, deixemos apenas mo eterno ou efémero.
Domingo, 25 de Novembro de 2007
Nada é eterno, tudo é efémero.

Nada é eterno, tudo é efémero.
Hoje descobri essa verdade, como a única verdade absoluta, tudo nasce, cresce e morre um dia. Até o que julguei para a toda a vida acaba um dia. Poderemos pensar nos exemplos mais básicos, ou os mais complexos. A verdade de hoje pode ser a mentira de amanhã. Mas não deixa de ser verdade hoje, hoje vive-se num extremo da efemeridade. Como se não houvesse amanhã. Por isso, cada vez penso menos nos outros, acreditamos só em mim. Não consigo mais olhar para um Deus que todos os dias acreditei que existisse, por mais que digam ninguém consegue provar a sua existência, talvez haja algo superior a nós, mas não aquele que muitas religiões apregoam por aí. Com um sentido moral superior.
Mas então pergunto-vos para que viver se no final tudo se resume a uma efemeridade de coisas? Talvez porque essas efemeridades, se tornem algo eterno, uma felicidade, uma busca por um eterno que sabemos que jamais vais existir, mas tentarei sempre alcança-lo. Porque senão fosse assim para que viver? No fim de contas sei que não sairei daqui vivo, mas por saber isso deixarei de viver? Deixar ser quem sou por essa verdade universal?
Acho que o principal é conseguir abster-me disso e viver, tentando sempre alcançar algo que seja eterno, mesmo que no fim se resume a uma efeméride. Questionando tudo e todos, o porquê de certos actos continuarem a ser sempre assim.
Quem sabe um dia chegarei a conclusão, que tudo se resume a um passado com implicações num futuro, tentando absorver tudo num presente nem que seja esse longínquo.
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Nossa vida desenhada numa canção, cantada numa tela!

Meço-te em filigranas que teço
a cada palavra que sopras.
A suavidade com que caem sobre mim
confundem-me fada,
matizada pelas cores que centelham do teu sorriso.
Traço-te em contornos que rompem
em pinceladas subtis
de um azul céu e fico-me por ali,
até que escureça a cor
e cintile o brilho dos teus olhos.
Rio seguindo os teus lábios
e mergulho nas ondas
desse mar de água doce
que guarda tesouros no coração.
São teclas de piano as guardiãs...
Pena não saber tocar-lhes!
Deito-me sobre o silêncio que poisa na areia
e espero que as ondas me susurem a música.
Deixo-me embalar
e guardo sob as pálpebras
a tua imagem de noite estrelada
que se deita sobre o mar
P.S- Não fui que escrevi, mas tenho a permição da autora, gostei demais deste poema por isso decidi postar para vocês, espero que gostem tanto como eu gostei!
Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
Renascimento

Apetece-me rasgar com o passado
Escrever tudo novamente,
Forma de reinventar-me, acordado
Rabiscar o sonho presente!
Tentando apenas presentear
O renascimento do meu novo ser
Uma diferente alma, um novo despertar
Nunca me esquecendo, ao mundo dizer!
Acordei e agora não quero mais dormir
Quero eternamente, de olhos abertos ficar
Para tudo poder ver, e um dia sorrir...
E tudo recordar, os irrepetíveis momentos
Acabando agora por me deixar
neste canto a recordar, e viver...
Num eterno, e melancólico desejar
Tentando jamais, voltar á adormecer!
Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
Palavras sentidas

Senti cada palavra,
como se fosse a ultima,
tornando-se escrava,
de uma antiga rima
que um dia jurei fazer,
mesmo sem o saber.
Agora revejo este poema,
que queria tornar num lema.
Com melancolia saudosista,
vejo esta pista
que um dia quis seguir,
pelo qual não consegui resistir!
Agora tornou-se um sonho antigo,
ficando eternamente comigo!
Pelo qual chamo amigo...
...que se alimenta apenas da razão,
que anterior fora paixão,
vive agora no passado,
mas serei sempre um eterno apaixonado.
Das memórias antigas guardadas num abraço!
Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
Violência

Hoje quero reinventar-me nas palavras, calar a obscuridade que na noite me trás. Obscuridade que consume-me, o rosto húmido de vergonhas silenciadas por essa noite que se fecha em quatro paredes. Nada diz, mas tudo vê, tudo sente, são as minhas melhores amigas, pois só elas sabem o que passa comigo. O meu orgulho não permite, que revele, mas elas sabem.
Seria melhor se conseguisse contar alguém, o meu sofrimento, a minha tristeza, as minhas nódoas negras. Alguém jamais poderá pensar que é verdade, mesmo que contasse, ninguém acreditaria. Por isso sofro em silêncio, silêncio este que destroí-me.
Quando começaram as nódoas negras?
Não sei, já sou traído por uma memória envelhecida... Tento levantar a cabeça, mas já nem para isso tenho forças! Quero apenar dizer com estas palavras ao mundo, senão silenciarem-me: é que por mais que digam todos os seres humanos sofrem. Uns sofrem em silêncio, pois ninguém os escuta, ouve, lhes da atenção. Estão a sua mercê, como uns moribundos que já não merecem atenção de ninguém. Todos batem-me, sofro de violência psicológia e física. Não importa no final se sou homem ou mulher, pois por mais que digam que só existe mulheres a sofrerem deste mal, hà muitos casos silenciados por homens que tem vergonha de dizer que também o são. Todos se escondem, pois pensam que assim poderão viver melhor. Estão errados, só se apercebem quando lhes toca a porta, quando toca, muitas vezes entra sem pedir licença, quando dão por si, já faz parte da rotina.
Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Hoje morri...

Hoje morri por dentro.
Morri porque perdi uma pessoa. Morri porque perdi alguém que jamais pensei algum dia perder.
Morri, pois por mais pessoas que conheça, por mais amores que tenha, ninguém se irá comparar a ela. Tudo o que tocava tornava mágico, era uma pessoa inigualável.
A vida vai continuar, o sol vai nascer como todos os dias, o rio vai passar como sempre passou, vou ver sempre as mesmas pessoas todos os dias.
Mas nunca mais serei o mesmo, pois sofri uma grande perda. Poderia dizer que não me dói, mas é uma ferida que nunca sara. Não me arrependo de nada! Voltaria a fazer tudo de novo pois vivi intensamente. Vivi cada segundo como se fosse o último… Por isso a nossa relação era tão especial.
Não a odeio. Jamais poderia odiar quem me fez tão bem, alguém que adoro desde o primeiro minuto e vou continuar a adorar.
Por mais anos que viva jamais a esquecerei!
Espero que ela leia este texto e sinta o que tentei transmitir. Mas respeito e compreendo se assim não o entender. Acho que poderíamos continuar amigos na esperança de um dia podermos caminhar lado a lado, partilhando sorrisos.
PS Escrevo isto para ti. Tu sabes que sim.
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Sabem quem és...

Hoje apetece-me chorar, um dilúvio passa pelos meus olhos abaixo. Parece uma tempestade, porquê?
Porque faço sempre as mesmas asneiras, não aprendo com os erros, agora sofro em demasia por ti! Aprendi a gostar de ti, agora gosto imenso. Mas num segundo tudo cai, como um castelo de cartas... A tristeza consume-me por dentro e por fora, nada do que faça minimiza a dor. Dói tanto, o ar falta-me... Parece que a respiração se torna uma coisa fatigante como se me pesasse imenso. Estou condenado acabar sempre assim? Então prefiro partir sem dizer nada a ninguém... Assim sofrerei em silêncio sozinho e nunca mais farei sofrer ninguém. Levando a tempestade comigo, deixando o sol para vocês! Desculpas, não se pedem evitam-se...Não consegui evitar esta, se calhar e por gostar tanto de ti, que cometo estes erros.
Vou partir, não saberás por onde caminharei, estarei sempre a olhar para ti, deixo-te este pequeno texto como demonstração do carinho sentido por ti. Sabes que era genuíno e verdadeiro, sem segundas intenções. Este sentimento jamais morrerá, estará sempre traçado no meu coração, pois deixaste marcas profundas no meu coração que nunca mais poderei esquecer de ti. Adeus, não te digo mas um até já prolongado, um pensamento será contínuo, uma interrupção que mais tarde será novamente ininterrupta. Beijos de alguém que um dia gostou, gosta e gostará sempre de ti!
Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Meu bébe

A ti que ouves-me agora
Quis dar-te o mundo,
Quis tornar-te rica,
Famosa e conhecida
Mas só pediste uma coisa...
Que te desse o meu amor,
Fizesse de ti, feliz, amada
Tornei-te a princesa do meu coração,
A musa inspiradora que me faz sorrir
Aquela que um dia quis amar perdidamente
A ti que lês estes versos agora,
Sabes porque do meu silêncio
É o meu coração a falar para ti
A dizer o quanto gosto de ti, meu amor!
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Adeus

Vou ter de ir com coração pesado e alma pesada, mas com a esperança de poder tornar a dor menor... Tentando não esquecer que o que não nos mata, tornamos mais fortes, o pior e quando vamos morrendo por dentro devagar.
Devagarinho silenciosamente sem ninguém ouvir. E quando damos por isso estamos a dormir silenciosamente, num sono eterno. Numa casa onde o barulho estremecia, agora o silencio arrepia o mais caloroso corpo, de algo que foi e jamais voltará a ser...Agora parto trazendo memórias gravadas no meu coração deixando para trás uma casa vazia, onde nasci e cresci, mas não morri, porque decidi que havia demasiadas tristezas para morrer lá. Espero um dia voltar, perdoai-me aos muitos que gostaram e gostavam de mim mas a minha partida é inevitável...
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Descubro a natureza do teu corpo...

Descubro a natureza do teu corpo
que traço com contornos vivos em meus olhos.
Deslizo sobre as montanhas
galgando a vontade do encontro e
chego à planície.
Passo pela cova que se faz lago
e refresco o desatino na esperança de acordar para o que vejo.
Desço,
já arrastado pela arfagem.
Só mais um pouco…
Chego à floresta que verte o aroma
fresco e húmido dos mognos
e me eleva ao encontro dos raios de sol
que trespassam o dossel.
Aí, lambo-me de prazer
entornado na seiva que te alimenta!
Desço por voluptosas ondas de areia
e chego finalmente ao pontão.
Daí avisto o teu corpo...
A grandiosidade que transpõe a natureza!
Volto ao princípio seguindo o rasto
e assombra-me o dourado do sol.
A tua natureza parece-me agora,
seara de trigo
voando com o vento,
acentuada pelas nuvens e o sol
que me contagia.
Vera Carvalho & Bsmash
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Deus
-Sim, tu que te chamam Todo – Poderoso!
Onde andas? Eu continuo-te a procurar!
Às vezes penso que não passas de um orgulhoso!
Gostas de nos manipular a teu belo prazer, satira forma de gostar!
Ensinaste o homem a amar, a odiar!
Mas não o ensinaste a perdoar!
Deste os intrumentos, mas não ensinaste a os usar!
Onde andas que eu continuo-te a procurar?
Dizem que estás em todo o lado.
Porque só vejo sangue, morte, guerra?!
Um dia acreditei em ti, fui apaixonado!
Idolaterei-te, agora só te peço que desças à terra!
Vem ver por ti próprio a realidade.
A tua bela obra-prima, vê como está a tua criação!
Mas confesso que tenho saudade…
Quando te ouvia e batia mais forte o meu coração!
Onde andas? Eu continuo-te a procurar!
Às vezes penso que não passas de um orgulhoso!
Gostas de nos manipular a teu belo prazer, satira forma de gostar!
Ensinaste o homem a amar, a odiar!
Mas não o ensinaste a perdoar!
Deste os intrumentos, mas não ensinaste a os usar!
Onde andas que eu continuo-te a procurar?
Dizem que estás em todo o lado.
Porque só vejo sangue, morte, guerra?!
Um dia acreditei em ti, fui apaixonado!
Idolaterei-te, agora só te peço que desças à terra!
Vem ver por ti próprio a realidade.
A tua bela obra-prima, vê como está a tua criação!
Mas confesso que tenho saudade…
Quando te ouvia e batia mais forte o meu coração!
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
Porto Seguro

No canto do olho começa uma lágrima a tentar sangrar pelo meu rosto desgastado, por imensas intempéries.... Até que surge o meu porto de abrigo, fui levado por esses mares que me trouxeram até ti! Não que acredite no destino, mas parece quis-me pregar uma partida e juntou-nos, num dia mau de Abril, chuvoso, mas como diz o velho ditado depois da tempestade vem a bonança...Hoje sinto-me feliz por me ter deixado levar pelas correntezas do mar, guiou-me até ti. Um belo porto de abrigo, uma sereia nestes mares instáveis, consolando-me as pequenas magoas em ti, para um dia mais tarde voltar a sorrir!
Fui contigo que aprendi a navegar por estes mares impenetráveis, a sorrir expondo o sol o meu sorriso... Muitos se admiraram por conseguir sorrir, debaixo de tantas tristezas, a ti digo que te adoro sem medo destas palavras, sem medo de te perder. Com a certeza, que sou feliz devido a tua presença... Mas ela é mais que uma simples uma presença um simples conforto, é tudo o que desejei ter e nunca tive, é o que está para além do infinito tornando a utopia algo tangível... Sou o marinheiro destes mares, destes oceanos, que muitos ousam não entrar pois tem medo de virem a depender deles, não tenho medo de depender deles, tenho medo de não os ter junto a mim. Pois que importa ter o que quero senão for para ser feliz, fazendo feliz essa pessoa sem nome, rosto, apenas uma companhia sempre presente mesmo estando ausente... Isso és tu, um ser presente mesmo quando estás ausente, por isso nunca sinto saudades tuas, pois me preenches a minha vida por completo. E por ti digo a minha vida faz sentido, viver para te ver sorrir e a noite estar contigo junto a praia que nos juntou. Vendo a luz da lua a reflectir na água, as estrelas a sorrirem para nós e um coração na areia feito por pétalas vermelhas com os nossos nomes por dentro. Isto era tudo o que quis dizer e não conseguia dizer ao vivo, obrigada por existires e seres quem és!
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Duetos: Ausência...

Não sei se isto que sinto é saudade
ou outro sentir qualquer
Sinto tanto a tua falta
que mesmo ausente tua presença é constante
E sempre... sempre
no meu coração que não mente
quando devora-me por dentro
até não mais estar ciente
E sempre..sempre
na mimha alma demente
que em delírio invoca tua presente
tão fácil a sentir latente
E sempre..sempre
em meu corpo mergulhado na mente
dos teus gestos calando os meus
tão perto e tão quentes
E sempre..sempre
A minha presença desamparada
enche-se e transborda de ti
estás em mim e sinto-me feliz.
Horroriscausa/ Le Tab
Terça-feira, 4 de Setembro de 2007
Mãos puras

Este poema nem é
Feito de mãos brancas
Ou pretas mas sim puras!
Puras como alma de um ser
Em que não vê raças, cores
Apenas pessoas diferentes,
Culturas diversificadas.
Porque será que nem
Toda a gente vê assim?
Porque não verem
Com os olhos da alma.
Mas sim, de uma razão
Exacerbada, distorcida!
Em que nada conta,
Ou que conta são apenas
Insignificâncias
Que movem o mundo!
Este mundo tão cruel,
Que só importa uma cor
De pele, peso de uma conta
Bancária ou a importância
Das pessoas que tu conheces.
Será que algum dia este mundo
Será um mundo melhor?
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
Roads
Ninguém vê sou o único a ver?
Sou o único a sentir?
Nunca encontramos nosso caminho
Apesar do que eles dizem
Isto não será cruel demais?
Neste preciso momento
Isto não será cruel demais?
Vendaval eu sinto, num reflexo de uma manhã
Sombria...
Não posso falar... não me deixam
Mas eu sinto, sinto bem dentro de mim
E de noite fico congelado...
Não tenho ninguém comigo.
Todos me abandonam...porquê?
Isto não é justo, não pode, não quero que isto seja assim...
Este caminho, que percorro agora!
Preciso só de uma mão, de ti que estás ai a olhar para mim...vem ate mim... diz-me que estás comigo só desta vez!
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
Fica

Vem devagarinho...
Não faças barulho
Não queiras acordar ninguém...
Junta-te a mim, nesta noite fria!
Todos foram, ninguém ficou.
Agora me sinto só, ficas?
Fica, não partas.
- Porquê?
- Chega-te aqui digo-te ao ouvido, bem baixinho, pois não quero que ninguém oiça! Pois só interessa a nós os dois, o resto do mundo é insignificante.
- Se ficar o que me garantes?
-Garanto-te o meu calor humano, jamais derramarás uma gota de água, ficas?
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
Distractions

-Imagina um sonho, vou te pinta-lo
Cheio de cores, de alegria será só nosso
Depois desse quadro feito de sonho te direi
Ao ouvido bem baixinho, o que nunca pensei dizer
As palavras nunca ditas antes..eu acho que te amo
-Sim, acho que te amo!
Eu amo, te amo com todas as forças, com toda a alma
Mas sou uma criança, por isso faço piadas para esconder
Este sentimento que me devora me consome...
-Sou eu apenas a dizer que te amo!
-Imagina um carro a passar cheio de velocidade
Lá dentro cheio de coisas vazias, tento fugir...
Mas não consigo apenas quero-te dizer o quanto te amo!
Mas sou uma criança, por isso faço piadas para esconder
Este sentimento que me devora me consome...
-Sou eu apenas a dizer que te amo!
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Diário de uma prostituta....

O meu pai batia-me, pois era bêbado. Não tinha emprego por isso bebia, bebia para esquecer as suas tristezas, para esquecer que tinha um lar para cuidar. Batia também na minha mãe. Era uma constante, nesta vida. Até que um dia minha mãe resolveu sair de casa comigo e com os meus irmãos, para nunca mais voltar a vê-lo. Andávamos de casa em casa fugir de tudo e de todos, medo reinava e imperava connosco. Era assim uma vida desgraçada, assim passei a minha adolescência, de escola em escola. A minha mãe cada vez mais fraca, andava com qualquer um que aparecesse, esquecia que tinha os filhos para cuidar.
Até eu passar para a marginalidade foi um passo, tão pequeno, quanto de uma criança. Primeiro o álcool, depois as drogas e por último a prostituição. Não é uma vida que me orgulho, mas sou origem dos factos que me originaram. Não tive ninguém que me apoiasse, me desse um rumo a minha vida. Comecei-me a prostituir aos 15 anos, minha mãe estava entretida com os seus namorados para se lembrar ou cuidar dos filhos. Parecia que nem queria saber, comecei para sustentar os meus vícios. Ao princípio até gostava, sabia bem o que estava a fazer, até ganhava dinheiro.
O pior veio a seguir, clientes violentos, queriam-me forçar a fazer algo que não desejava a ter relações indesejadas, cai no fundo, mais não poderia cair...Desejei acabar com esta vida, mas faltava-me a força de vontade, algo que me permitisse ajudar para remar para outro lado da maré. Até que um dia soube que estava grávida, foi o dia mais feliz da minha vida saber que ia ser mãe, não queria saber quem era o pai, Podiam ser tantos, nem desejava saber, era essa notícia que precisava para mudar de vida, desejava ser melhor mãe do que os meus pais foram para mim. Mas o pior foi uns meses depois de saber esta notícia, saber que tinha sida. Foi como um desmoronar de um castelo de cartas, parecia ver os meus pais a rirem-se de mim e a dizerem que nunca serás melhor que nós. Pois nasceste de nós e serás sempre como nós. Não sabia o que fazer, falei com os médicos e disseram que havia possibilidades de o meu filho ter sida. Valeria a pena nascer uma criança que estava condenada a sofrer? Será justo eu matar esta pobre criança que não têm mal de ser assim? Será que valeria a pena viver? Foram as perguntas que ficaram no ar, será que alguém me pode ajudar a responder a estas perguntas e a outras que não sei a resposta, ajudem-me pois eu já não tenho forças para viver.
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007
...nada mais sei nesta vida.

...nada mais sei nesta vida.
O que soube um dia,
Já me esqueci!
Não devia
Ser interessante,
Pois dizem que só se fixa
O que queremos fixar
Se calhar nunca quis saber
Apeteceu-me sempre
Vaguear por este mundo
Como um ser errante
Um nómada, com a mochila
As costas, entrando a dentro
Nas novas civilizações, pois as antigas
Nem eu nem ninguém se lembra como
Foram, o mal deste mundo não se interessa pela antiguidade...
Se calhar estou a ficar velho, já não me sinto pertencente a minha geração, sinto-me um intruso, que não pediu nada mas forçaram a minha entrada para ficar bem na foto....
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007
Televisão
Ligo a televisão e a primeira coisa que vejo, é a morte de uma criança numa barragem. A notícia a seguir é sobre outra morte de um pai e um filho. Só existem notícias más para dar? Só o terror é que faz audiências? Se sim, como está o caso Casa Pia? Há tanto tempo que não oiço falar sobre ele. Alguém foi condenado? Não sei, já não deve ser suficientemente interessante para dar audiências, o caso Apito Dourado vai no mesmo sentido o esquecimento. Mas temos mais casos, como por exemplo o caso Maddie, antes era largos minutos de tempo do noticiário, agora nem um minuto. Mas poderemos ir ainda mais longe, falar sobre o que realmente as pessoas preocupam-se no seu dia-a-dia... Os problemas sobre os deficientes, isso não é importante chamarem atenção? É a sociedade onde vivemos, onde o sensacionalismo, supera tudo... Onde os canais de televisões, fazem de tudo para ganhar a guerra das audiências!
Mas esquecem-se que do outro lado do ecrã, está uma pessoa, que quer informações realmente importantes para a sua vida... Quer programas lúdicos, para poderem progredir como ser humanos, não querem mais vasculhar e invadir o máximo da privacidade das pessoas que se intitulam como famosos... Os não famosos são tão ou mais importantes que os famosos pois são o povo, são aqueles que fazem progredir ou não o país, por isso não se esquecessem daqueles que fazem vocês terem audiências....
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007
Identidade desconhecida...

Sou um eterno desconhecido,
à espera de um dia ser conhecido.
Para me tornar reconhecido,
decidiram-me dar um nome,
mas esqueceram de me dizer.
Mas mesmo assim não sei escrever,
fui consumido por um sobrenome.
Que teria de utilizar, mas não gostava.
Decidi que apenas o afastar me restava.
Para poder criar outro eu...
Pois este já o detestava...
Agora vou sabendo que parto,
sem me despedir, pois nada me resta...
Nem ninguém para dizer adeus!
Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
As palavras para ti...

Pode não ser as palavras que desejavas ouvir, ler, nem as mais belas mas são com certeza aquelas que sinto por ti....
Parei, nesta foto, não consegui passar para a próxima foto. Tive de conter a respiração, uma lágrima ao canto do olho a querer cair pelo meu rosto abaixo. Surpreendeste-me pela positiva, estavas bela demais na foto, as palavras custam a sair, pois o coração palpita cada vez mais forte...Talvez por querer dizer que estás bela demais, mas isso já sabes que o és, que gosto muito de ti também o deves saber, ou que és alguém importante para mim penso que o já o sabes a muito tempo. Mas o que acho que não sabes é que a noite antes de dormir, quando reina o silêncio perturbador, quando já não se ouve mesmo nada, onde só apenas a minha respiração oiço, lembro-me de alguém especial, única, imemorável, incomparável e inigualável... Essa pessoa só podias ser tu! Pois és tudo isso e muito mais, mas deixo que o silêncio da minha alma, das minhas palavras cheguem até ti, que oiças o meu coração a palpitar e chamar por ti. E dizer o teu nome e que te adora a cada segundo que passa pois és demais, jamais aguentaria perder a tua companhia, pois de certeza que não vou encontrar ninguém como tu, por mais que procure e vive, tu és someone special. Nunca mudes pulguita. Beijos de alguém que te adora em silêncio, nesse silêncio diz tudo o que vai na alma.
Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007
Ser poeta...

Ser poeta, é dizer o que mais ninguém diz
É ousar ir para além da evidência e mesmo
Assim e deixar o outros falarem por si
Transmitindo em cada palavra uma nova
Emoção, a cada suspiro um novo desejo
Mesmo sabendo, que muito ficou por dizer
Fazer até...é fazer da utopia uma realidade
É caminhar no mundo dos sonhos,
Tornando os reais... é gritar bem alto
Para o mundo ouvir, tudo o que vai na alma
É deixar o coração falar em vez razão
Sem ter medo da importância que tem
As suas palavras, tornando o impossível, possível....
Terça-feira, 31 de Julho de 2007
Vagueio pelas ruas...

Não consigo dormir, então decido-me levantar a meio da noite para ir dar uma volta. Ver se consigo com que me volte o sono. Caminho pelas ruas desertas, o candeeiro a meia-luz, parece que tenta esconder o que outros há muito esqueceram existir... Uma mulher a meio da esquina, à espera de um cliente, para satisfazer o desejo dele, para ganhar uns trocos para a sua família. Mais adiante vejo um sem abrigo, um senhor que teve família, tinha tudo o que se podia desejar. Sabem então porque está na rua? Porque se tornou inútil para a sociedade, para a sua família pois passou o prazo de validade. Pergunto se precisa de ajuda ainda me trata mal, resolvo continuar o caminho, pois sei que não o consigo ajudar porque ele não quer. Mais tarde, vejo os marginalizados da sociedade, os toxicodependentes, os ladrõezinhos de carros, aqueles que têm casa mas preferem estar na rua pois sentem-se menos sós...
Vagueio o meu pensamento, caindo sempre em ti, tinha insónias porque o meu pensamento deparava sempre em ti. Espero que as palavras não sejam vãs. Mesmo que essas se tornem numa só, seja só para dizer um simples oi, ele contém tudo, um sorriso iluminado no rosto por te ver, por poder estar junto a ti, diz também um gosto de ti, envia beijos sem nunca sentir ciúmes. Por isso digo-te um simples oi, que para mim é mais importante, que uma manifestação de carinho, saudade. Mas isto sou eu vagueando pelos meus pensamentos. Pensando que as palavras não são vás, que vale a pena tentar mudar o mundo, vale a pena dizer o que vai na alma, o que passa no nosso pensamento por um segundo...
Esse segundo passou nem tive tempo para dizer que gosto de falar contigo, da tua companhia, da pessoa que és quanto estás comigo, mas não importa pois os meus pensamentos são mais que um segundo, pois demoram imenso, sabes porque? Porque me dedico a pensar em ti... Fazem-me sorrir lembrar de uma pessoa como tu, mas por outro trazem a saudade momentânea, mas esperando que essa saudade apenas demore o segundo do pensamento que pensei ter saudades tuas...Já passaram vários segundos e como vês continuo a pensar em ti, porque estou a escrever para ti, não minto quando digo que penso em ti.
Agora de volta a realidade, vejo que não posso-te ter ao pé de mim, mais vale me dedicar a tentar ajudar estas pessoas, tentando-me ajudar a mim próprio. Volto para casa para ir dormir, pensar como posso contribuir para ajudar estas pessoas e outras que precisam de tanta ajuda, quanto podermos dar....
Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
Imemorável

Um momento
que se imortaliza,
que pára o tempo,
nos faz sonhar acordado.
Que têm um condão de
tornar mágica as palavras,
nos fazer entrar
no jardim do éden,
sorrindo e correndo
com alegria de mão dada.
Fazendo nos conquistar
um mundo
por um segundo,
sentindo-nos imortais
para vencer qualquer um.
E tornando as nossas
palavras em uni som,
como se de uma única alma
se tratasse, é assim o amor,
um sentimento desconhecido,
jamais compreendido,
pelos incompreendidos.
Que não percebem
o perceptível.
Tornando impercebível
Aos seus olhos, ficando
com uma sensação amarga
nos seus lábios e na sua língua...
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Promessa...não cumprida!

Já aconteceu a tanto tempo, mas ainda parece ontem, algumas coisas já não me recordo bem, por isso desculpem se passar factos, ou o raciocino não for contínuo.
Lá fora está tudo molhado, parece uma inundação...por causa das lágrimas derramadas por imensas caras, olhos que já não têm força para aguentar um pouco! Farto disto, impotente vou me embora, para um dia voltar e poder mudar esta realidade...Parto com saudades, mas sei que um dia vão ser recompensadas, com um sorriso de uma criança...
Vou me embora, sem me despedir de ninguém, não gosto de despedidas...Ver as lágrimas que sangram pelos rostos abaixo, seria uma dor que deveras não poderia aguentar! Já basta ter de partir, da minha terra, onde não serei ninguém. Onde cada pedaço de terra pertence a um movimento. Movimento este que luta pelo poder, uma guerra injusta, para mim e para o povo. Onde não se pode dar um passo, com medo de se pisar uma mina, ficar ali estendido para o sempre.
Fugi dos meus pais, amigos, da minha nação para um dia voltar e melhorar esta nação... Chego ao que dizem ser a terra prometida, onde todos se podem enriquecer, ficando ricos de um dia para o outro. Mas quando chego só vejo pobreza e mais pobreza. Serei que sou cego? Pois não vejo nenhuma riqueza, só vejo suor, lágrimas, dor uma tristeza imensa. Vou dormir pois, tentarei ir ver a riqueza que dizem abundar por estas terras. Mas adormeço e oiço tiros, na minha cabeça, a guerra acompanha-me, pois parti donde podia ser o país mais rico do mundo. Concentrado apenas numas míseras pessoas!
Acordo meio ensonado, vou a procura de algo que possa sobreviver, não encontro nada, quando estava prestes a desmonorar, encontrei um trabalho nas obras... Falei com um empregado dizia que ganhava-se bem e não se trabalhava muito. Fiquei feliz, a primeira alegria desde a muito tempo. Mas quando comecei a trabalhar no dia seguinte, vi que não era um trabalho mas sim uma escravidão camuflada. Trabalhava 12/14 horas e mal dava para sobreviver, tinha de continuar, depois tinha de estudar a noite ainda por cima. Até quando iria aguentar? Já estava cá uma semana, resolvi enviar uma carta aos meus amigos e familiares a dizer onde estava, para não se preocuparem mais, pois estava vivo e de boa saúde. Menti ao dizer que estava feliz, a ganhar bem, pensava ao fim de poucos anos voltaria outra vez para junto deles. Tentei estudar, consegui acabar um curso, mas como era de cor era muito difícil arranjar emprego qualificado. Todos recusavam-me empregar, até que uma alma caridosa me empregou.... Ainda continuo nesse emprego já com um cargo elevado, até já me convidaram para ser ministro como as coisas mudam... Curioso será dizer que nunca mais voltei a minha terra, que tanto adorava, e tantos anos foi a minha razão de sobrevivência! Quando parecia perdido pensava nela, mas fui-me habituando a viver aqui, criei raízes, agora não quero voltar mais para lá. Perdoem-me por não ter cumprido a minha promessa...Mas sempre que me deito, lembro-me dos tiros, dos choros das crianças, que também foram os meus choros. Agora não passa, de uma recordação, peço perdão por ter ido e nunca mais ter voltado. Mas não consigo mais viver ai com tanta dor, tristeza...
Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
cinzas

As palavras escasseiam....
O mundo desmorona-se
Porquê?
Simples a resposta,
Mas de díficil de dizer!
Pois, só vemos sombras
Do passado, emoções
Que nos atormentam.
Já não podem se realizar
Pois gelo, o que antes
Era quente, esfumou-se
Com o vento, as palavras
Ficando as cinzas de um passado
Para ser eternamente lembrado
Pois é dificil esquecer
Certos momentos, vividos
Que agora com o fogo desapareçam
Tal como um figura que
Estava junto do meu coração....
Segunda-feira, 23 de Julho de 2007
Não quero ser lido

Não quero ser lido, muito menos compreendido...
Já não sei quem sou, quem fui ou serei! Já não me lembro o começo de tudo isto, ou se calhar já estava predestinado...Foi um acontecimento natural, ainda me lembro da minha infância, se calhar não foi das mais felizes. Mas nada justificava que me tornasse neste ser horrendo que tornei-me... Um monstro selvagem, em que nada me para, matando todos os que se metem a minha frente. Ferindo meio mundo com a minha cólera, deixando lares despedaçados, espalhando tristeza a minha volta.
Nada faz-me viver, apenas sobrevivo, do sangue, ódio, tristeza... Sou um moribundo um meio-morto, meio-vivo, dormindo de dia, acordado de noite! Não me tentei procurar ou encontrar, pois eu quando quiser vos ver, vou a vossa procura. Nem preciso de ajuda, pois já é irremediável, por isso não tem cura! Vou indo nesta silenciosa noite, que me faz vibrar, me acalma amedrontado tantas almas que por aqui vagueim nesta rua mal iluminada. Um candeiro partido, uma mulher na esquina a vender o seu corpo, outro a dormir num papelão, isto é o meu mundo horrível, onde vivo! Onde irei morrer, mas com certeza não serei lembrado da melhor maneira...
Sexta-feira, 20 de Julho de 2007
Sou diferente?!

Porquê?
Não sou igual aos outros seres humanos? Sou diferente... Por ter uma orientação sexual diferente? Deus diz que são todos iguais perante ele, os direitos humanos dizem o mesmo. Porque não posso-me casar então? Hipocrisias das religiões, muitas como a religião cristã mataram em nome da fé. Agora quando só quero expor o meu amor ao mundo casando com o meu amor, não posso.
Religião porém tem imenso dinheiro, quando Jesus Cristo viveu na miséria... Esquecem-se dos problemas de hoje, grande parte são devido a elas. Pois quis espalhar a fé cristã, quando quero apenas entregar o meu amor não posso, porque se julgam moralmente superiores para chamar-me atenção. Como se pode chamar atenção, se nem tem sequer moral para se olhar ao espelho, tudo em nome de Deus, mas será que sentem mesmo o que apregoam? Duvido, é difícil de acreditar...
Que sociedade é esta, se pode ter uma arma, para sua segurança, mas só a usa para matar, diz-se moralmente respeitada. Mas que no primeiro momento condena tudo e todos, não suportando ver alguém feliz, não suporta ver um beijo de um homossexual ou lésbica, mas não faz mal ver pornografia, sexo explícito na televisão...
Será que sou eu que vivo num mundo que não me pertence? Se calhar sou eu, não devia existir, pois este mundo é cruel demais... Não se conseguindo olhar ao espelho, ver o que são realmente por detrás dessas máscaras horrendas, fazendo dum sorriso malicioso, a sua melhor arma! Escondendo a verdade, pois o ser humano não consegue viver com a diferença, tudo o que é diferente ele recusa a aceitar. Por isso vou gritar bem alto, sou diferente mas igual a tantos outros, diferentes como eu, mas não me escondo. Por detrás duma máscara e assumo o que sou, sem qualquer pena, responsabilizando-me pelas minhas palavras... Pois só quero amar livremente, deixem-me amar quem eu amo!
Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
Para ti Eterna desconhecida...

Para ti eterna desconhecida
Que um dia quis conhecer
Passares a ser minha conhecida
Para por me tornar um novo ser
Perguntei qual era o teu nome
Mas tu não me respondeste
Deste-me só um cognome
Um que tu escolheste
Para ninguem saber o teu verdadeiro
Mas mesmo asim conheci e gostei
De conhecer, ser teu companheiro
Agora só me resta dizer que ganhei
Um dia ter conquistado, a tua atenção
Resta apenas dizer um obrigado de coração!
Quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Quarto escuro que tantas recordações me trazes...

Quarto escuro que tantas recordações me trazes...
Um grito abafado pelas paredes,
um gemido que entoava a alma, fazendo vibrar, um ódio crescendo dentro de mim estava a nascer. Quarto escuro que tantas recordações me trazes... Foi nesse mesmo quarto que perdi a inocência, deixei a minha pureza de lado...
Uns gemidos que levavam a minha alma, deixando para trás o nascimento de um ódio, que me consumiu, até as entranhas do meu ser. Desfigurando tudo em mim, deixando de saber quem era para me transformar num monstro. Porquê? Pergunto eu, tinha de ser assim. Haveria necessidade de saciares os teus desejos, em mim, uma pobre criança? Sou, o que sou devido a si!
Deveria ter orgulho em mim, pois só me tornei o que você foi para mim. Um monstro, que rasgava-me a roupa, para entrar dentro de mim, do meu corpo. Sentia nojo, mas não poderia fazer nada, era meu pai. Que tanto adorava, agora tanto odeio. Ninguém se apercebeu? Todos se silenciavam, num silêncio perturbador, que me arrepiava, todos viam, o que não queriam ver. Mas todos jamais ousavam, soltar uma palavra, com medo de represálias, de marcas nas costas. O que é isso? Comparada com marcas, que me deixou! E agora ainda vivo com elas. Passado tanto tempo, terei desculpa para tudo o que faço? Não, se calhar devia-me condenar a mim próprio, mas não consigo, deixei de saber o que era o bem e o mal. Há muito tempo, agora apenas tento saciar o meu desejo, que aquele quarto escuro que tantas recordações me deixou, despertou para outras... Confissões de um pedófilo, resumidas neste excerto...
Terça-feira, 17 de Julho de 2007
O que é a vida?

Se não um reflexo, um espelho, de nós próprios, dos nossos olhos. Dizem que ela é um mar de rosas visto por adolescente. Que ainda não sabem o que ela é, dizem os mais velhos. Os adultos dizem que não é justa, porque nem sempre, alcançamos o que queremos. Mas se alcançássemos tudo o que queríamos passava a ser monótona e degradante a vida. Dizem que é uma eterna esperança. Devido ao facto que temos a ilusão de conseguimos algo, que sabemos nunca vamos atingir. É uma rosa cheia de espinhos, são as pessoas que sofreram e sofrem e quando olham a sua volta só vêem sofrimento. Para mim a vida é aquilo que quisermos, aquilo que estamos disposto que ela seja para nós. Não é um mar de rosas porque nem tudo é perfeito. Não é uma rosa cheia de espinhos porque não existe só sofrimento, existe também muitas alegrias se tivermos dispostos a receber essas alegrias. Esperança porque nela podemos lutar e tentar com que os nossos sonhos sejam alcançáveis, mesmo que pareçam utópicos a que lutar pelos nossos sonhos, e se tornem reais. E para vocês o que é a vida??
Segunda-feira, 16 de Julho de 2007
Sim é para ti

-Sim é para ti, que me vês ao longe
Mas bem junto do meu coração
Tornando no que jamais ousei ser...
Pois não obtive a tua benção, adoração
Mataste-me lentamente, deixando saudade
Apenas queria ter um momento contigo
Não tiveste sentimento, ao mostrar a crueldade
Que existia em ti, quando apenas queria um abrigo
Algo que me fizesse de mim um ser feliz
Mas só deixaste espaço para ser infeliz
Condenando a felicidade que se tenta aproximar
Restando agora o que?
Apenas uma imagem reflectida do que fui, do que sou
Não tive escolha se não com muita força abraçar
Agora te digo bem alto, para tudos ouvirem vou
T e vencer nem que seja a última coisa nesta vida
Pois consumiste-me tudo o que havia em mim...Cancro!
Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Esperança
Um dia quando sentires-te perdido, olha a tua volta. Haverá de certeza alguém para te amparar. Não penses que és o único. Pois há quem sofra mais do que tu, e não anda por aí, a chorar pelos cantos. Tenta desabafar com alguém que compreenda-te, de maneira a que solidão desapareça. De maneira nenhuma feches-te a sete chaves, num mundo só teu. Porque assim quando voltares a realidade, o mundo já não é, aquele que era quando paraste no tempo. O mundo não para, por nada nem por ninguém. A velocidade é sempre a mesma, mesmo que a nós pareça mais depressa ou mais lenta. Aprende a sorrir para vida, só assim ela poderá te retribuir o sorriso. Porque quando o sol brilha, brilha para todos de modo igual. O sol é uma coisa extremamente bela, tão bela como um sorriso espontâneo de uma criança. Não desistas de ter esperança porque quando morrer a esperança, deixas de ser um ser vivo e tornaste num ser vegetal andante e errante.
Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Sombra do passado
Olá, sim estou te a chamar a ti...
Não me oculte a tua face
Fingindo que não me conheces
Sentindo vergonha ao falares
Comigo... Como mudaste?
Ou será que fui eu e não tu?
Não sei, mas parece que os teus
Olhos estão mais carregados
Mais velhos, menos brilhantes
Como antigamente, o teu semblante,
Estás pálida... Irónico será pensar
Que sofro tanto por ti...Neste momento
Que estás ao meu lado, não sinto nada
Amor, ódio, raiva...nada...
Só quero saber por quê?
Para fechar este capítulo
Da minha vida, já nada significas para
Mim, pois não vivo do passado...Espantada?
Aprendi muito contigo, desde que partiste
Deixei de ser, aquela pessoa melancólica
Que perdoava tudo, e nunca pedia nenhuma
Explicação, sorris agora este sorriso que
Tantas vezes fizeste e que me fazia derreter todo
Mas agora, como já te disse não me afecta nada.
Quero apenas agradecer-te, pois aprendi a dar valor
A vida, curioso só quando partiste é que comecei a dar
Valor a esta, e quando te amava e fazia tudo por ti
Não dava, vou embora já vi que não me vais dizer
Nada... Adeus, foi um prazer te ver...Fui andando de
Volta para o meu canto, e as lágrimas as escorrerem
Pelo meu rosto abaixo, como se de chuva se tratasse
A minha cara mais parece um dilúvio, e eu tremo
Que nem um doente com parkinson, quando apenas
Queria ter lhe dito isto: Ainda te amo, como da primeira
Vez, e não consigo viver sem ti, volta estás perdoada!
Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
Dor

Chamam por ti
Sem saberem
como te chamas
Chama que arde
Sem se ver
E se sente,
Sem se tocar
Razão pela qual
O coração nunca
Segue a razão
Apenas sente-se,
Arde e deixa-se
Levar pelo
Sentimento.
Sentimento pelo
Qual tantos poetas
Ousam chama-lo
De dor.
Mas que sabem,
Eles sobre dor?
Dor que sente-se,
Arde e não vê-se.
Como podem tentar
Descrever em palavras
Tal sentimento?
Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Ingratidão
Nada do que escreva
É merecedor da tua atenção.
Apenas esperava
Que me desses a mão!
Em vez disso, dizes sempre não.
Nunca está suficiente bom à tua vista
Tudo o que escrevo tem um senão...
Apenas queria uma conquista,
Queria ouvir da tua boca um sim...
Nunca o dizes, apenas te pronunciaste
Com um assim-assim...
Não sou como tu: um artista!
Senão compunha versos sentidos,
Já não precisando, mais dos teus arranjos
Para tornar os meus poemas belos, como os teus...
Sou apenas mais um
Neste mundo de ilusões...um ilusionista!
Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Meu povo...

Agora me deleito com este rumo
Que minha vida, tomou sem querer
Agora sou apenas desta um consumo
Tendo que assumir esta dor para viver
Ao sol nacente dou um prumo
Para ter algo que me permita
No meio desta confusão, fumo
Conduzindo a minha órbita
Quando no fim de cada dia
E no começo de cada lua
Possa haver uma magia
Negra ou branca, seja tua
E me faças ver de novo
Um caminho para a salvação
Onde o que reina é o coração
Possa chamar de novo...meu Povo!
Domingo, 8 de Julho de 2007
Beijo

Prostrado à tua frente de joelhos
Declino-me sobre os teus encantos
Abstraindo dos sábios conselhos
Renegos por um beijo nos meus lábios
Que me fazem acreditar no sonho
Me deixam louco por um desejo
Neste comentário me exponho
Que no teu corpo me revejo
E só tu poderás matar
Esta loucura decomponho
Num continuo olhar
Que me fez acreditar
Num eterno risonho
Deste ar de amar
Sábado, 7 de Julho de 2007
Nada se compara a ti...

Nada se compara a ti. Tudo parece imperfeito quando comparado contigo. O teu olhar transmite tanto, o teu sorriso contagia seja quem for tão genuíno e tão doce. Quando olho para ti não vejo uma pessoa, vejo sim o anjo mais bonito que alguma vez vi. Dizes que és somente uma menina, mas essa menina é tão doce, tão bela. Que não existem palavras para te poderem descrever como deve ser. És uma menina a quem fiquei rendido, fico a cada segundo que passa, e ficarei sempre rendido. Sabes porque? Por seres quem és, nunca mudes a tua existência e vital para muitas pessoas. De certeza que o mundo não era o mesmo sem ti. Não consigo imaginar um mundo sem ti. Sem a preciosidade da tua existência. Nada digo de novo, talvez ate me repita. Mas continuarei a dizer isto ao vento, para vento poder espalhar ao mundo a menina maravilhosa que és. Para quem não te conhecer desejar conhecer-te. E se as pessoas depois de te conhecerem, não gostarem do que viram, não te preocupes porque eu continuarei a gostar de ti como és. Estarei sempre aqui nos bons e maus momentos. Limpar as tuas lágrimas a sorrir contigo e desejar que cada momento se torne imortal. Porque a tua existência para mim se tornara imortal. Nada mais quero dizer, senão que gosto muito de ti. Que tu para mim, és a razão da minha sobrevivência. Eu ainda estou vivo porque um dia me deste a mão, quando estava a um passo do abismo. A ti devo a minha vida. A ti devo hoje ser feliz, e querer a tua companhia, mais do que tudo. Ao ver o teu sorriso faz-me que o mundo pode ser maravilhoso basta lutarmos por ele, quando vejo as tuas lágrimas lembro-me que ele é como uma rosa com espinhos. Mas se tiveres ao meu lado saberei que por mais espinhos que a rosa tenha, eu ultrapassarei tudo. Moverei o mundo se for preciso para te ver feliz. Sei que não tenho dom da escrita, mas quero que fiques a saber que tudo o que escrevi foi pensado em ti, e para ti. Nada mais importa se dizeres que não gostas de mim. Agora neste momento vejo que és o meu sol, a minha vida. Por existirem pessoas como tu e que há pessoas felizes como eu, e por isso acredito que o mundo pode ser algo muito melhor basta querermos.
Sexta-feira, 6 de Julho de 2007
Sentimento

Quando te vi os meus olhos sorriram
Fazendo deles vivos como nunca antes
Formando então várias formas e cores
Como nunca anteviram
Meus lábios um riso
Entrando no Paraíso
Apenas vos declaro o meu sentimento
Que de tão arrebatador, não me afundo
Neste insensível e hipócrita mundo
Fazendo de cada palavra um momento
Inebriante que fazem os nossos sentidos
Ficarem calados, até com certeza mudos
Para ouvir dizer” Te amo meu amor!”
Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
Triste partida
Derramando lágrimas pelo meu rosto abaixo,
sentindo a dor do suspiro…ai!
Para não ter que sofrer mais,
os meus olhos fecho.
A tristeza apodera-se de mim,
apenas direi,
jamais voltarei a rir!
Como dói tanto,
só me restar o ir
Com a lágrima caindo,
o sorriso partido.
Como se fosse,
indo para onde ia
Partirei…
sem me despedir,
Com a certeza que será sem alegria.
Sem pedidos, nem manifestações
Por ficar, onde já não é o meu lugar!
Quarta-feira, 4 de Julho de 2007
Momento
Terça-feira, 3 de Julho de 2007
A ti...

Por entre estas estadas, de ausência que perpetuou a minha vida. Encontrei muitos seres, muitas opiniões, divergentes, convergentes. Mas depois nisto tudo, e analisando com calma, vi que alguém me despertou atenção. Com as suas palavras me fez acreditar de novo na poesia livre, onde as regras da escrita eram quebradas. As sensações levadas a um extremo nunca antes visto, ou sentido. Então comecei a escrever, ousar poesia mas nada saia de jeito. Parei e voltei para prosa, onde me sinto como um livre pássaro voando sem limites. O céu é o meu habitat natural, e por ai continuo. Apregoando as palavras, e tentando articular estas com o melhor que sei, tendo em conta que nada sei. E por isso deixo para quem sabe, escreva melhor que eu... Estas palavra não são nada, se com isto não conseguir passar a mensagem, de que este texto me fez voltar acreditar. Obrigado por escreveres tão bem, nunca pares de acreditar em ti, não pares quando te mandarem parar, pois ninguém é dono para dizer o que não se deve fazer. Continua a inovar, com a tua escrita que encanta toda a gente, e toda gente se encanta com a tua escrita.
Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
Domingo, 1 de Julho de 2007
Amizade

Um dia cruzei-me com uma estranha, essa estranha era mais uma pessoa que se cruzava na minha vida. Nada demais perfeitamente normal e podia acabar aqui esta historia. Mas aconteceu algo inesperado, uma surpresa aconteceu com o passar do tempo, fui começando a gostar dela. Uma pessoa delicada, mas ao mesmo tempo com muita força interior. Alguém a quem podemos chamar amigo, e sentirmos felizes por sermos amigos dessa pessoa. Ela encanta por onde passa, tem simplicidade que a torna única e especial. Talvez essa pessoa não seja dado o devido valor, ou talvez seja eu o errado. Não sei, se calhar nunca irei saber. É uma pessoa com quem podemos falar, e facilmente começamos a gostar. A beleza dela não se compara nada ao que os meus olhos tenham vistos até hoje. Algo inexplicáveis e indecifráveis, um momento com ela são únicos e uma pessoa especial e quem passa por ela jamais a esquece, é impossível esquecer uma pessoa assim. Os seus olhos dizem o que as suas palavras não dizem, os seus olhos demonstram o que vai na sua alma. Alma transparente e clara, um coração de ouro. E eu nunca perguntei o seu nome até hoje porque queria saber, antes de partir. Então ela disse nomes não são importantes, porque voam com o tempo mas sim as acções praticadas. Mas eu insisti para poder apregoar ao mundo, o nome dessa estranha a quem devo muito e aprendi muito também, ela acabou por dizer: o meu nome é amizade então já sabem o nome da estranha e da pessoa que me mostrou, que na vida devemos sorrir, independentemente das desgraças desta.
Sábado, 30 de Junho de 2007
Sopro do coração

Sopras no coração...
, que bate por ti, cada vez mais, e mais...
Sentindo o teu pulsar ao bater,
Relutando o quero amarrar.
Para que não saias e voar
Para bem longe d'onde não estarás,
Mas deseja ir ao encontro de sua amada...
Ainda que amante não o posso enclausurar,
Numa sina vida de sofrer eternamente!
Farei tudo para que não chores em mim oh coração
Cessar estas lágrimas que derramas, no meu ser sobeja.
Não sou justo para contigo, bem o sei.
Mas a razão que em mim habita,
Não permite que me guie por ti...
Pois assim louco poderei ficar,
Ponderando-me ao ser, não ei de viver plenamente
Será sobreviver sem nunca saber amar.
Perco-me no meandro destas palavras,
Enquanto tu sofres coração, vamos nós
Ficando ateados a elas,
Como numa teia de aranha,
Num labirinto sem volta,
Donde temos do sofrer as desmazelas.
Questionando-me sobre tudo,
Num tudo que sem ela se faz nada,
E sem chegar a nenhuma conclusão.
Reclama o ser duma luz,
Que me guie, me eleve a ti...
Que me diga a verdade
Sobre estes caminhos da vida.
Que se fez desamor, ao te ver partir...
Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Quero a ti...

Quero a ti!
A ti que ousei, olhar nos olhos directamente. Vendo a nudez da tua alma. Ficando hipnotizado por tal ser.
Longe estava de saber, que um dia iria amar-te... Amar-te como nunca amei ninguém, daqueles amores que só se vêem nos filmes. Arrebentando o meu coração, com tanto sentimento nele contido. Chegando a sangrar, de tanto bater quando estás junto a ti. Amor que me levou a loucura, onde jamais pensei ser possível, e imaginável acontecer.
Quando te vi pela primeira vez, vi um anjo...
Só poderia ser, pois eras branca como a neve, delicada como a seda, transparente como a água. Teus dedos finos, mas desdenhosamente bem feitos. As curvas do teu corpo, pareciam transbordar do teu vestido, e na trasparência de tuas quedas se viam ainda melhor as tuas curvas. Curvas que ao mero olhos mortais não passavam despercebidas, chamando-me á atenção para um ser tão delicado e puro. Onde não havia malícia, mas uma delineada ingenuidade a qual transbordava sensualidade. Desejando-a só para mim, levando à minha sanidade. Tornando me assassino das almas que te querem subjugar ao mal, te querem levar de mim.
E tu amas-me como te amo? Sentes o que sinto? Perguntas que ficam no ar, neste ar que mal respiro. Pois oxigénio és tu. Não vás para onde nao posso ir. Pois perdê-la, seria-me um morrer. Morrer por dentro.
A dor consumiria-me aos tantos e passaria a sobreviver, neste ódio que me iria corroer...
Sou o que sou

Sou o que sou e não o que tu és.
Desejas que seja igual a ti
Mas isso tudo não passa de um invés
Apaixonei-me desde que te conheci
Depois disso quiseste me mudar
Deixando de ser quem eu era para
Me tornar um errante abastardar
Ficando a ser uma máscara
Sim uma máscara, pois tu não existes
Tu sobrevives do mal dos outros
Iras diluir no tempo dos sentidos
Rapidamente desejo que mudes
E não te tornes um infeliz ser
Por isso muda, torna-te uma mulher
Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
O teu olhar...

Por vezes perco-me com a tua beleza,
com o teu olhar!
Dizem que os olhos são o espelho da alma.
Se sim,
tão tens alma mais pura que vi ate hoje.
Tens algo em ti difícil de descrever,
de explicar,
que me fazes sentir quando estou ao pé de ti.
Não encares isto como mais um conjunto de letras,
que formam um texto.
Mas sim alguém que te quer conhecer,
profundamente.
Quer poder ver realmente a pessoa que és,
quando o meu olhar se perde com o teu…
Não me julgues pelo meu aspecto,
pelo meu carácter arrogante que tenho por vezes.
Só quero que saibas que te acho uma pessoa incrível,
única e especial.
Não te conheço para te dizer isto.
Mas algo em mim,
que me diz que não estou enganado.
Que estou perante alguém com M de mulher enorme!
Apenas te quero conhecer,
deixas-me te conhecer?
Terça-feira, 26 de Junho de 2007
Morte
Escurece o dia, tudo fica
Negro, passagem inevitável
Caminho de todo inquebrável
Todos sabem o que significa
Mas todos têm medo de te olhar
Porquê? Se vens sempre bater a porta
Nunca te podemos abafar
E no fim nada disto importa!
Vens de mansinho, sem dizeres nada
Como se tratasse de uma balada
Quando chegas ninguém te vê
Cientes de que todos terão essa sorte
E jamais alguém prevê
Quando tu chegas...morte!
Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Papel em branco

Livro de papel em branco sou,
Com caneta passo por cima
Ficando a linha da lágrima
Formando um corpo nu
Sou eu, algo por preencher
Para o mundo me poder ver
Um papel vazio, cheio de riscos
Formado por vários sentidos
Abstracto alguns dizem ser
Mas não sei como me definir
Sem nunca realmente ter
A alma de um existir
Sou apenas uma folha em branco
Um ser errante, um saltimbanco
Domingo, 24 de Junho de 2007
Presença da ausência

Presença da ausência.
Quando elas se fundem
e volvem-se numa só!
Num tormento em que permaneço,
sem ti, desvaneço...
Pensando na tua Ausência
quando cá, estás presente.
Abraço-te na ausência
para não ter que sofrer,
como se fosses minha
amiga, confidente,
dado ao meu ser ausente.
Ficara apenas umas
reticências... da presença
da tua vacuidade...num
quarto vazio onde já
foi teu, meu!
Numa página da vida,
que se transformou a
dita vida sem ti.
Num livro em branco.
Cheio de dúvidas,
tornando presente
o ausente ser que és!
Mas ficara, viva, pulsante
a tua presença em mim.
Apesar de teres morrido
num esquecimento sem fim,
a tua lembrança ainda
mora em mim!
Jamais irei esquecer.
Tornando a presença
da tua ausência, numa
realidade incontornável!
Sábado, 23 de Junho de 2007
Nasci alma de mulher

Nasci numa alma mulher, dada ao gene de homem
Sou negra por fora, branca por dentro...
Detesto-me mais que os outros possam detestar
Todos me apontam o dedo, sequer me dão alento...
Revejo-me todos os dias no reflexo do espelho.
Comprimo as pálpebras na esperança
de apagar a imagem que vejo
e acordar no corpo que desejo
Querer me cortar, insiste a mágoa que então se mete
Minha renda é apoucada, me é sonho, quando der.
Tenho amores, pais, irmãos e ao todo somos sete
Não é a robustez do meu corpo que me oprime
a sensibilidade.
Não é a minha opção de vida que me condena
a felicidade.
É a sociedade!
Se desconjuga-me o teu olhar, que de longe mira,
saiba que sou mulher, magoada, mas verdadeira...
Triste fado
Não ser amada
Pelo corpo de homem que trago vestida
Vera Carvalho/ Bruno
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Olhar triste

As minhas palavras não chegam
Por isso deixo te este sorriso
Fazendo com que diminuam
As tristezas,tornando-as num lindo riso
Pequeno de tamanho espero te elevar
Fazendo-te abstrair deste mundo
Levando comigo num eterno mar
Parando o pensamento num segundo
Tornando a felicidade em algo profundo
Nem que seja só nesse segundo
Será o melhor segundo da nossa vida
Para nunca mais ficares perdida
Por isso vou tornar este sonho
Uma realidade constante,
Para deixares esse olhar tristonho
Para ficares com um olhar brilhante!
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007
Alguns Chamam-me de poeta
Alguns chamam-me de poeta
Mas poeta, não sou, nem escritor
Apenas pego no papel, e na caneta
Escrevendo para ti meu amor
Papel em branco, junto letras
Formando um pequeno texto
Que não passam de mentiras
Isto é apenas um pretexto
Para Te chamar a atenção
No meio destas estrelas
A ti minha inspiração
Que não passam de falas
A outros chamou atenção
Quero que sejam desejadas
Imagino
Imagino um mundo melhor
Onde a vida possa se ser vivida
Onde exista apenas um ser o amor
Eu sonho que ainda viva essa vida
Onde não se ponham rótulos
Onde todos sejam aceites como são
Onde haja espaço para haver amigos
Não como este onde existe solidão
Mas o que ainda me deixa contente
É saber que não sou o único a pensar assim
Espero que a criança, de hoje se torne ciente
E deixe este sonho voar, e para nunca ter um fim
Agora chamam-me um eterno sonhador
Pois imagino um mundo melhor
Terça-feira, 19 de Junho de 2007
Beleza rara

Beleza rara que aos meus olhos encanta,
E o meu coração chora
Por pensar que pode nunca mais te verá
Desejando ser, o que nunca foi
Um simples seguidor dos meus olhos...
Que os meus olhos me guiem onde o meu coração teme ir
Faça descobrir esses novos mundos,
Que outros ousaram ir,
Descobridor quero ser, pelos mares do teu coração
Ventos e tempestades irei ultrapassar para no centro ficar
Jamais serei esquecido, e eternamente serei chamado por conquistador
Quando apenas quis conquistar a tua atenção
Depois de ver teu coração, percebi a essência da vida...
E que muitos nunca chegam a vê-la...
Pois perdem-se nos mares da vista, e tempestades semeiam
Por um amor que dizem ter, mas que não sentem...
Amor não sinto por ti, apenas uma adoração
Que vai crescendo ao longo dos dias...
Por ti a quem chamei de beleza rara!
Domingo, 17 de Junho de 2007
Prazer

Eis o centro do corpo
O nosso centro
Onde os dedos escorregam devagar
E logo tornam onde nesse
Centro
Os dedos esfregam - correm
E voltam sem cessar
E então são os meus
Já os teus dedos
E são meus dedos
Já a tua boca
Que vai sorvendo os lábios
Dessa boca
Que manipulo - conduzo
Pensando em tua boca
Ardência funda
Planta em movimento
Que trepa e fende fundidas
Já no tempo
Calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
É esse movimento
Que trepa e fende fundidas
Já no tempo
Calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
É esse movimento
Em torno Em volta
No centro desses lábios
Que a febre toma
Engrossa
E vai cedendo a pouco e pouco
Nos dedos e na palma
O horizonte que se perde de vista...

Deambulando pelas ruas desertas, e também eu sou uma rua deserta…
Tentando alcançar o infinito, o infinito que não se quer deixar alcançar…
O horizonte que se perde de vista…
Sentir que se pode ter tudo,
Dentro do tudo que se pode ter…
Sentir que se pode ser tudo…
O horizonte que se perde de vista…
Ser um dia,
Ser o herói desse dia,
Este dia,
Popular…
O horizonte que se perde de vista…
Deambulando pelas ruas desertas, e também eu sou uma rua deserta…
Falta-me algo…
O horizonte que se perde de vista…
O mundo a acabar,
O corpo a gastar…
E eu aqui: deserto.
Tenho sede…
Do amor que não tenho,
Tenho sede…
Tenho sede…
A vida está gasta…
Dobro o Papel.
Apago a noite!
Tenho sede…
O horizonte que se perde de vista…
Autores: Ex-Ricardo e Bruno
Sábado, 16 de Junho de 2007
Gritar bem alto...

Apetece-me gritar ao mundo
Que rotulou por ter tal doença,
Que nem esperou por um segundo
Para gritar bem alto a sentença
Mas eu sou menos que os outros?
Não sei, bem lá no fundo...
Sei que não sou em todos os sentidos
Mas não me tratem como moribundo
Todos falam cheios de moral,
Como se tivessem tal ingrediente
Para falar, como se fosse única verdade
Desta sociedade, onde tudo é abismal
O meu único desejo era não ter esta vida
Assim se calhar não viveria tal crueldade
Mas Deus quis que tivesse sida...
Para viver neste manto de saudade
Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
Mãos dadas

-Tuas mãos são deleite de poesias,
Fortes como rochas, como pedras,
Doces, suaves, quando me acaricias.
Belas são tuas mãos negras!
-Tuas mãos são como pétalas de rosas
Com elas toda a tristeza me arrancas.
São ternas, são vaporosas,
Lindas, perfeitas e tão brancas.
De mãos dadas vencemos
O preconceito imundo.
Com nossos versos crescemos
E de mãos dadas mudamos o Mundo.
Mundo este que está feito
Para não ser mudado
Pois quem nasceu branco é perfeito
E o negro é o pobre coitado
Que nas mãos de Deus é iluminado
Mas nas mãos dos homens
É o ser mais crucificado
O branco apenas dá ordens
Marther Lurther King dizia
Eu tenho um sonho,
Só espero por esse dia...
Mundo este que está feito
Para não ser mudado
Pois quem nasceu branco é perfeito
E o negro é o pobre coitado
Que nas mãos de Deus é iluminado
Mas nas mãos dos homens
É o ser mais crucificado
O branco apenas dá ordens
Marther Lurther King dizia
Eu tenho um sonho,
Só espero por esse dia...
Dueto com Vera Silva
Não vou à rua
Não vou à rua porque tenho medo,e talvez até vergonha
de tentar fugir ao tempo.
Tenho medo de encontrar
alguém que me poça encarar,
tenho vergonha de olhar
a pessoa que irei amar.
Não consigo sair,
é mais forte do que eu.
E quando sai-o, por obrigação,
olho sempre para o chão,
pois assim não vejo,
no rosto, a expressão.
É verdade,
já tentei pôr termo à vida,
só para ver se não sofria.
Mas já vi que não vale de nada...
Portanto,
só me resta uma coisa:
viver de cabeça erguida,
e não ter vergonha de assumir
que sou homossexual.
E se me questionarem,
eu digo:"qual é o mal?"
Não incomodo ninguém...!
Apenas vivo a minha vida,
Por que se incomandam comigo,
Tonando a minha vida num inferno,
Será que algum dia vai mudar?
Será que algum dia não serei olhado de lado?
Espero por esse dia, será um sonho tornado real!
Mas enquanto não acontece, terei de aguentar com esses olhares...
Que me matam, só com olhar, que sociedade que ousa dizer ser liberal...
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