segunda-feira, 17 de março de 2008

Loucos por Prazer


Hoje apetece-me escrever algo que te envolva comigo, algo que te faça sentir feliz perspectivando a minha presença.
Não sintas a vergonha de estar ao pé de mim, não penses que estás a mais, apenas deixa que a vontade te envolva em mim.
Escuta este silêncio murmurado por um único momento, aquele que tanto prazer nos deu e que as palavras não permitem decifrar.
Tentei desenhar sensações mas isso tornou-se demasiado difícil, mas mais difícil foi transmitir o intransmissível sentimento descrito na utopia das palavras fazendo delas um sentimento único, levando-te onde os outros tentaram levar-te, mas só eu consegui...
Tudo nos passou pela cabeça, mas foi ao descer bem devagarinho pelos nossos corpos, que tivemos o nosso prazer, os picos foram exactamente no nosso coração, nos nossos peitos.
Atingindo o clímax no meio das pernas, suspirando, gemendo que nem uns loucos por esse sentimento abafado pelo silêncio de um quarto que não nos disse nada e serviu apenas para satisfazer esse sentimento louco. Loucos fomos por querermos algo mais, não apenas o devaneio de um sentimento de uma noite.
Agora sento-me numa secretaria, tento escrever aquele sentimento que foi teu e meu e olhando para trás vejo ainda o suor a pairar no quarto, suspirando por te ter novamente!
Sabes porque te digo isto agora?
Porque o anseio que sinto bater-me no peito é por ti. Não foi só o calor de uma noite, um roçar de corpos, uma noite de sexo louco. Foi o transmitir de sentimento que pensei terem fugido de mim, mais que o sexo foi o amor que transmitimos um ao outro.
Recordo a insónia daquela noite iluminada por palavras mágicas, trocando carícias como apiedando o animal selvagem que existe na nossa alma e teimava revelar-se por inteiro, na escuridão da noite.
Cautelosamente passava com a minha língua pelo teu corpo abaixo excitando-te cada vez mais, embrenhando-me nos teus seios como um louco perdido pela salvação.
Ah! Como manobrava a rigidez dos teus seios e te impossibilitava os gemidos de loba apenas com as mãos.
A língua cálida continuava a descer ao encontro do cálice, onde todas as emoções transbordavam em proporções nunca antes imaginadas.
A cama tremia, ouvia-se o uivo imitado pelo vento e a chuva parecida incomodada à janela.
Mas só por uns momentos! O ruído do amor é ensurdecedor!
Tu rias, conduzindo-me com o teu prazer a patamares desconhecidos e sussurrando ao tom do coração :
- Amo-te !
O tempo fugia à medida que nos uníamos mais numa entrega descomedida como se não houvesse amanhã, como se fossem os últimos minutos e esses nossos.

1 comentário:

Joana disse...

Atrevido o teu poema....

mas gosto.P

bj